Levantamento realizado pelo Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac) mostrou que os preços da carne bovina tiveram queda generalizada na capital acreana no mês de abril de 2026, na comparação com março. Os recuos variaram de 2% a 6,8%, conforme o tipo de corte, em dados coletados em açougues, supermercados e pontos de venda da cidade.
O estudo, que integra o Observatório do Preço das Carnes, ferramenta aberta ao público, é desenvolvido por alunos da Ufac com apoio do Ministério da Educação, e acompanha periodicamente a evolução dos valores e a inflação no estado.
Entre os cortes analisados, o patinho foi o que apresentou a maior redução: 6,8%, ficando com preço médio de R$ 37,49 o quilo. Logo em seguida, a fraldinha registrou queda de 6,6%, sendo vendida em média por R$ 37,90/kg.
Outros recuos verificados:
-Picanha: -3,4% (R$ 71,39/kg)
-Coxão mole: -3,3% (R$ 40,27/kg)
-Coxão duro: -3,1% (R$ 34,03/kg)
-Filé mignon: -2,2% (R$ 72,96/kg) — menor queda do mês, mas ainda o segundo produto mais caro da lista
-Fígado: -2% (R$ 13,19/kg) — item mais barato da pesquisa
Apesar do alívio no preço mensal, o cenário muda quando se observa o acumulado dos últimos 12 meses. Todos os cortes registraram alta no período, o que mostra que o custo da carne continua pressionando o orçamento do consumidor:
-Filé mignon: +12,6%
-Coxão mole: +9,5%
-Fraldinha: +9,2%
-Fígado: +8,6%
-Coxão duro: +6,3%
-Picanha: +3,8%
O levantamento também chamou atenção para a diferença de preço conforme o local da compra. No caso da picanha, por exemplo, o quilo custou, em média, R$ 9,32 menos nos açougues do que nos supermercados — uma diferença de 12,3% no valor final pago pelo consumidor.








