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ENTRETENIMENTO

Morre Manoel Carlos, ícone das novelas brasileiras, aos 92 anos

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RIO DE JANEIRO (RJ) – Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, conhecido carinhosamente como “Maneco” e um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, faleceu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. O dramaturgo estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde tratava a Doença de Parkinson, que no último ano havia comprometido suas funções motoras e cognitivas.

Nascido em São Paulo em 14 de março de 1933, Manoel Carlos iniciou sua carreira artística ainda na adolescência, aos 17 anos, e se tornou um dos pioneiros da televisão brasileira. Passou por emissoras como TV Tupi, TV Excelsior e TV Record antes de chegar à Globo em 1972, inicialmente como diretor-geral do Fantástico. A partir de 1978, com a novela Maria, Maria, consolidou-se como um dos principais roteiristas da emissora.

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Sua obra, que incluiu sucessos como A Sucessora (1978), Baila Comigo (1981), Felicidade (1991), História de Amor (1995), Por Amor (1997), Laços de Família (2000), Mulheres Apaixonadas (2003) e Viver a Vida (2009), marcou gerações de telespectadores. Caracterizadas por explorar relações familiares, dramas cotidianos e emoções humanas, suas tramas transformaram o Rio de Janeiro em um personagem à parte, especialmente o bairro do Leblon, o que lhe rendeu o apelido de “Vovô do Leblon”.

Um dos traços mais distintivos de suas obras foi a recorrência da personagem “Helena” – figura de mulher forte e abnegada, que enfrentava desafios em nome do amor materno. Interpretadas por atrizes como Regina Duarte, Vera Fischer e Taís Araújo, essas protagonistas se tornaram ícones da televisão brasileira. Além disso, Manoel Carlos foi mentor para muitos profissionais da área e recebeu diversos prêmios, incluindo o Emmy Internacional, reconhecendo sua contribuição para a cultura nacional.

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O dramaturgo deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas obras. Seus trabalhos continuam sendo referência na teledramaturgia brasileira, refletindo a sociedade e provocando reflexões sobre a vida e as relações humanas.

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