O infarto figura entre as principais causas de morte no Brasil e é influenciado por condições como hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, tabagismo e alimentação inadequada. Especialistas alertam que o consumo exagerado de álcool também representa um fator de risco significativo para o sistema cardiovascular e pode precipitar eventos cardíacos agudos.
Destilados com alto teor alcoólico
Bebidas como vodca, uísque, gin, cachaça, tequila, rum e conhaque contêm cerca de 40% de álcool por volume. Essa concentração elevada aumenta rapidamente os níveis de álcool no sangue, sobrecarrega o coração, eleva a pressão arterial e favorece arritmias. O consumo frequente em grandes quantidades pode resultar em inflamações e lesões no músculo cardíaco.
Combinações de álcool com energético
A mistura de bebida alcoólica com energético pode mascarar sinais de embriaguez, pois o estimulante contrabalança o efeito depressor do álcool. Isso leva o indivíduo a ingerir volumes maiores e mais rapidamente. A combinação também está associada a episódios de taquicardia, arritmias e picos de pressão arterial, aumentando o risco de infarto súbito.
Drinks açucarados e coquetéis industrializados
Coquetéis prontos, xaropes artificiais, corantes e adição excessiva de açúcar elevam a glicemia e promovem resistência à insulina. O consumo regular dessas bebidas contribui para ganho de peso, desenvolvimento de diabetes e acúmulo de gordura, fatores intimamente ligados ao surgimento de doenças cardíacas.
Consumo excessivo de cerveja
Embora a cerveja seja frequentemente considerada “mais leve”, a ingestão exagerada pode elevar a pressão arterial, resultar em acúmulo de gordura abdominal e predispor ao surgimento de problemas cardiovasculares no longo prazo.
Licores e bebidas adocicadas
Licores contêm quantidades significativas de açúcar e álcool, o que impacta negativamente o metabolismo lipídico e glicídico. O excesso desses componentes pode aumentar os níveis de colesterol ruim (LDL) e inflamar os vasos sanguíneos, favorecendo complicações cardíacas.

Vinho em quantidade excessiva
Embora o consumo moderado de vinho seja apontado em estudos como possivelmente benéfico, o consumo exagerado anula tais efeitos positivos. Altas doses elevam a pressão arterial e sobrecarregam o coração, aumentando o risco de infarto.
Qualquer bebida alcoólica em excesso
Independentemente do tipo, o abuso de bebidas alcoólicas pode levar a cardiomiopatia, arritmias e hipertensão. A quantidade ingerida é o principal determinante do risco de infarto repentino.
Diante da prevalência de infartos no país, recomenda-se moderação no consumo de álcool, evitar misturas com açúcar ou energéticos e manter acompanhamento médico regular para proteger a saúde do coração.
Com informações de Tnh1








