O Brasil aparece na 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) referente a 2025, de acordo com o relatório anual divulgado pela Transparência Internacional. A colocação faz parte de um ranking que avalia 180 países e territórios, medindo a percepção de corrupção no setor público.
No levantamento, cada nação recebe uma pontuação de 0 a 100 — quanto menor o resultado, maior a percepção de práticas corruptas. Em 2025, o Brasil obteve 35 pontos, praticamente repetindo o desempenho de 2024, quando alcançou 34. Segundo os analistas, essa variação de um ponto não tem relevância estatística, indicando estabilidade no indicador.
Posicionamento internacional e países de referência
Embora esteja bem abaixo da média de países menos corruptos, o resultado não situa o Brasil entre as nações com maior índice de percepção negativa. Na faixa dos 35 pontos, o país está empatado com o Sri Lanka. Já Argentina, Belize e Ucrânia registraram 36 pontos, ficando logo à frente.
No topo da lista, aparecem países com baixos níveis de percepção de corrupção, entre eles Dinamarca (89 pontos), Finlândia (88) e Singapura (84). No extremo oposto, Somália e Sudão do Sul lideram o ranking dos mais criticados, cada um com apenas 9 pontos.
Especialistas da Transparência Internacional destacam que a pontuação brasileira reflete a influência de escândalos de grande repercussão e fragilidades institucionais persistentes, cuja resolução ainda enfrenta obstáculos. Além disso, ressaltam a necessidade de aprimorar mecanismos de controle e fortalecimento de órgãos de fiscalização.

Por outro lado, a Controladoria-Geral da União (CGU) enfatiza que o índice avalia a percepção pública sobre corrupção, e não o volume real de casos. A CGU alerta que países que reforçam a transparência e ampliam investigações podem ter pontuações piores por revelar práticas antes ocultas.
Em resumo, apesar dos desafios históricos e dos episódios de corrupção que marcam a agenda política, o Brasil não figura como o país mais corrupto do mundo, segundo o mais recente levantamento da Transparência Internacional.
Com informações de Tnh1












