Motoristas de várias regiões do Brasil perceberam, nas últimas semanas, um aumento abrupto no preço dos combustíveis. Em alguns postos, o valor do litro da gasolina já passou da marca de R$ 7, um cenário que pegou boa parte dos consumidores desprevenidos e reacendeu o debate sobre os reflexos de fatores internacionais no orçamento doméstico.
Na capital de Roraima, Boa Vista, a escalada foi ainda mais evidente. O litro da gasolina, que custava em média R$ 6,95, subiu para R$ 7,15 e chegou a R$ 7,55 em estabelecimentos localizados na região central da cidade. O diesel também teve reajuste e está sendo comercializado a cerca de R$ 7,72 por litro.
O principal motor dessa alta é o preço do barril de petróleo no mercado externo, que superou a marca de US$ 100, patamar não observado desde o começo da guerra entre Rússia e Ucrânia, em fevereiro de 2022.
Entenda por que a gasolina está tão cara
As tensões recentes no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, elevaram o temor de possíveis interrupções na produção e no transporte da commodity. O Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma fatia importante do petróleo global, é considerado um ponto de maior risco.
A aproximação de potenciais bloqueios na região faz com que investidores reajam, pressionando o valor do barril. Essa valorização, por sua vez, tende a refletir no preço final dos combustíveis, ainda que com alguma defasagem, em razão da política de ajuste de preços adotada pela Petrobras desde 2023.
Desde o ano passado, a estatal passou a levar em conta variáveis internas — como custos de produção, refino e condições do mercado doméstico —, diminuindo a frequência de correções automáticas alinhadas ao mercado externo.

Além do custo em dólar do barril, compõem o preço da gasolina tributos federais e estaduais, mistura obrigatória de etanol anidro, despesas de transporte e distribuição, além da margem de lucro praticada pelos postos.
Outro fator determinante é a variação nas alíquotas de ICMS entre estados, que pode gerar diferenças expressivas no valor final cobrado em cada região do país.
O movimento de alta nos preços dos combustíveis segue em observação, sujeito às flutuações do mercado internacional de petróleo e às diretrizes de repasse definidas pelas distribuidoras.
Com informações de Tnh1








