O Ministério da Saúde instituiu nesta quinta-feira (23) um comitê técnico permanente responsável por negociar valores de medicamentos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida moderniza a forma de compra e deve permitir economia para investir em novas tecnologias, inclusive tratamentos de alto custo contra câncer e doenças autoimunes.
Como vai funcionar
Acionado principalmente pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o grupo atuará em casos como:
-Medicamentos exclusivos: quando só um laboratório produz e não há licitação;
-Reajustes abusivos: remédios já incorporados que tiveram aumento expressivo;
-Novos tratamentos: buscando preços melhores para ampliar o rol de ofertas.
“A negociação vai garantir valores mais justos. O dinheiro economizado vai permitir levar mais saúde para a população”, explicou a secretária Fernanda De Negri. Com poder de compra anual de R$ 31,3 bilhões em remédios, vacinas e insumos, a expectativa é conseguir descontos acima de 50% em produtos novos ou recém‑incorporados.
Modelo já usado no exterior
Essa estratégia já é adotada em mais de 40 países, entre eles Canadá, Reino Unido, Austrália e França. No Brasil, a proposta vinha sendo estudada há anos e agora se torna política oficial da pasta.












