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RIO BRANCO

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“Mudou a história da minha filha”, diz mãe de paciente com lábio leporino tratada no Acre

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Demora para consultas e filas enormes para cirurgias são realidades cotidianas de quem precisa do serviço público de saúde. Diariamente, as unidades de saúde, tanto da atenção básica como as de urgência e emergência, apresentam um volume maior de procura do que a capacidade de atendimento, gerando reclamação dos usuários.

No entanto, existem experiências exitosas na rede pública de saúde. Uma das boas práticas, elogiadas por quem é atendido, vem do Programa de Reabilitação e Assistência aos Fissurados da Face, o Praff, desenvolvido na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre).

Atualmente, o programa tem 749 pacientes cadastrados. São pessoas como Ivanilde Souza, mãe de uma adolescente de 14 anos, Ingrid Victoria, que viu a filha, que nasceu com lábio leporino, passar por uma verdadeira transformação ao longo da vida, graças ao programa.

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“Essa programa fez toda a diferença na vida da minha filha, que nasceu com lábio leporino, com fissura palatina. Não foi fácil no início, já que mesmo os médicos vindo de fora no início do programa, minha filha fez todos os procedimentos dentro do prazo. A primeira cirurgia foi feita na Ingrid quando ela tinha apenas seis meses. Claro que há problemas, como falta de material algumas vezes, mas a força e a dedicação dos médicos que estão à frente desse programa, fazem toda a diferença”, diz Ivanilde.

A mãe conta, emocionada, que a filha, hoje adolescente, não tem nenhuma sequela. “Com dois anos de idade, ela já tinha fechado o palato e hoje ela não tem sequela nenhuma, fala perfeitamente, teve acompanhamento do fonoaudiólogo e agora está fazendo tratamento dentário. Esse programa mudou a história da vida da minha filha. Acho que o governo podia olhar um pouquinho mais para esse programa para que não deixasse faltar material, porque fazer a cirurgia no tempo certo, é importante para que a criança não fique com nenhuma sequela”, afirma Ivanilde.

Um dos pontos positivos do programa é que para consulta de ambulatório não há lista de espera. “Nós não temos uma lista de espera. Toda semana temos um ambulatório multidisciplinar, feito pelo cirurgião plástico, fonoaudióloga e ortodontista e como não tem lista, marcamos para a mesma semana ou para a semana seguinte, no máximo. Atendemos a demanda espontânea e os pacientes não precisam ficar aguardando”, diz Caroline Lucena, chefe do Praff.

 

As cirurgias plásticas são feitas semanalmente e Lucena conta que a espera pelo procedimento é muito pequena. “Realizamos essas cirurgias toda sexta-feira e tem acontecido muito rápido e a espera não chega a quatro meses, o prazo é bem curto”, conta.

Além do que é considerado o tripé deste tipo de tratamento: cirurgia plástica, fonoaudiologia e ortodontia, o serviço da Fundhacre também oferece cirurgias buco-maxilo. “Esses procedimentos são realizados quando a parte da gengiva, onde ficam os dentes, tem uma descontinuidade e servem para corrigir a posição dentária e fazemos essa reabilitação integral”, conta.

Quem precisa de atendimento ou de mais informações sobre o programa, pode procurar o setor do Praff, que fica na sala 27, no Serviço de Atendimento Médico Especializado, na Fundhacre.

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