O Atlas Mundial da Obesidade 2026, levantamento da Federação Mundial de Obesidade, projeta que 507 milhões de jovens de 5 a 19 anos viverão com sobrepeso ou obesidade até 2040. O alerta reforça a urgência de mudanças nos hábitos alimentares e na promoção de exercícios físicos por parte de famílias, escolas e poder público.
Atualmente, uma em cada cinco crianças em idade escolar convive com excesso de peso, ou seja, 20,7% do total. Em 2010, esse índice era de apenas 14,6%. Esse avanço acelerado preocupa especialistas, pois o sobrepeso na infância eleva o risco de complicações de saúde precocemente.
Doenças típicas da vida adulta surgindo cedo
O estudo indica que, até 2040, cerca de 57,6 milhões de adolescentes poderão apresentar sinais iniciais de doenças cardiovasculares, enquanto 43,2 milhões poderão desenvolver hipertensão antes da vida adulta. Esses números apontam para uma crescente demanda por serviços de saúde voltados ao tratamento de enfermidades crônicas em idades cada vez menores.
Além das consequências físicas, a obesidade infantil impacta o bem-estar emocional. Jovens afetados frequentemente enfrentam bullying e estigmatização, o que diminui a autoestima e pode provocar ansiedade, depressão e isolamento social. Esse cenário também compromete o desempenho escolar e as relações interpessoais.
Pesquisadores associam o aumento dos casos à maior ingestão de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, somada ao sedentarismo intensificado pelo uso prolongado de eletrônicos. A escassez de opções saudáveis em escolas e comunidades agrava ainda mais o problema.

Para frear essa tendência, especialistas recomendam políticas públicas que restrinjam a publicidade de produtos pouco saudáveis direcionada ao público infantil, incentivem a prática regular de atividades físicas, fortaleçam programas de educação alimentar nas escolas e ampliem o acesso a refeições nutritivas em ambientes escolares e comunitários. Essas ações são vistas como essenciais para conter o avanço da obesidade infantil nas próximas décadas.
Com informações de Tnh1











