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Panetone, molho de tomate, Mounjaro e outros: Anvisa já proibiu uso e consumo de mais de 30 produtos em 2026

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Anvisa proíbe mais de 30 produtos em 2026, incluindo alimentos, cosméticos e medicamentos Foto: Reprodução/Redes sociais/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a proibição da comercialização, distribuição e consumo de uma série de produtos nos primeiros dias de 2026. De primeiro de janeiro até esta sexta-feira, 9, mais de 30 produtos foram alvos de suspensão do órgão.

A lista tem de chá e panetone a molho de tomate e cosméticos. Confira a seguir a lista completa:

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Chá

No dia 5 de janeiro, a Anvisa determinou o recolhimento do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, da marca Água da Serra. A medida foi adotada após ensaio de Identificação de elementos histológicos (células, tecidos e matriz extracelular) apontou a presença de talos, ramos e sementes que não são comuns no chá.

Pomada

Outro produto que sofreu ação fiscal no mesmo dia e foi proibido foi a Pomada Cicatrizante Inkdraw Aftercare, indicada para uso pós-tatuagem, mas de origem desconhecida. O motivo da proibição foi a falta de registro ou notificação da pomada na Anvisa.

Panetones

No dia  6, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, da distribuição e do consumo de quatro lotes de panetones da empresa D’Viez Indústria e Comércio de Chocolates Finos Ltda. A medida atinge apenas os seguintes lotes:

Mini Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional 140g (lote: 251027);
Panetone Nossa Língua Trufado com Bombons “Formato de Língua de Gato” – 700g (lote: 251027);
Panetone com Gotas de Chocolate Trufado Tradicional – 700g (lote: 251027);
Panetone com Frutas Trufado Tradicional – 700g (lote: 251027).

A empresa comunicou o recolhimento voluntário dos lotes citados, que têm prazo de validade até 27/02/2026, devido ao aparecimento de fungos na superfície dos produtos.

Alimentos com cogumelos 

Os produtos alimentícios da empresa Coguvita II Alimentos Ltda. também foram afetados pela ação de fiscalização e não podem mais ser comercializados, distribuídos, fabricados, divulgados e consumidos. Além disso, eles serão recolhidos, conforme determinou a Resolução da Anvisa.

Confira os itens que foram proibidos:

Pasta de Cacau e Avelã com Cogumelos da marca Smush Smushnuts (todos os lotes).
Pasta de Amendoim com Cogumelos da marca Smush Smushnuts (todos os lotes).
Barra de Frutas, Amendoim, Clara de Ovo e Cogumelos da marca Smushn Go (todos os lotes).
Granola da marca Smush Smushnola Granola Coco (todos os lotes).
Mix de Castanhas, Sementes e Cogumelos da marca Smush Smushnola Granola Keto (todos os lotes).
Cápsula de Café da marca Smush Mushroom Espresso (todos os lotes).
Cápsula de Café da marca Smush Energy Mushroom Espresso (todos os lotes).

Os referidos produtos foram fabricados com os cogumelos Lion´s Mane e Cordyceps, ingredientes não permitidos porque ainda não tiveram a sua segurança avaliada para uso em alimentos.

A divulgação dos produtos também é feita de forma irregular, afirmando, sem comprovação científica, que o seu consumo contribui para a saúde mental, memória, foco e imunidade.

Cosméticos e saneantes irregulares

Também no dia 6, a Anvisa mandou recolher os alisantes Mask Botox Organic Biotherapy 1kg Oxillis e Premium Caviar Protein – Brazillis, da empresa Cosmonew Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. A medida foi tomada porque, apesar de os cosméticos precisarem de registro, eles foram apenas notificados na Anvisa.

Os saneantes da marca Pureessence, fabricados pela empresa Pure Essence Fragrance Indústria e Comércio de Essências, e o Odorizador de Ambientes Uau Aromas, fabricado por Victor Emanuel Correia dos Santos – CNPJ 48.145.120/0001-03, também foram atingidos pela ação fiscal e não podem mais ser comercializados, distribuídos, fabricados, divulgados e usados.

Fórmulas infantis

No dia 7, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, da distribuição e do uso de alguns lotes de fórmulas infantis das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino, da empresa Nestlé Brasil Ltda..

Segundo o órgão, a proibição foi motivada pelo risco de contaminação por cereulide, uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus. O consumo de alimento contaminado por essa toxina pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia, que é a sonolência excessiva, lentidão de movimentos e raciocínio, e incapacidade de reagir e expressar emoções.

Conforme informou a Anvisa, a fabricante iniciou o recolhimento voluntário no Brasil, assim como no resto do mundo, após a detecção da toxina em produtos provenientes de uma fábrica localizada na Holanda. Foi identificado que a toxina estava presente em um ingrediente proveniente de um fornecedor global de óleos terceirizados. Dessa forma, a empresa indicou a necessidade de um recolhimento global.

Molho de tomate 

Na última quarta-feira, 7, a Anvisa determinou o recolhimento do lote LM283 do molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. O motivo da suspensão foi o alerta da rede RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed – Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações) de que o lote do molho de tomate importado para o Brasil continha pedaços de vidro.

A rede RASFF é uma ferramenta da União Europeia para a troca rápida de informações sobre riscos graves em alimentos e rações animais.

Outro produto que deve ser recolhido é o Neovite Visão, suplemento alimentar voltado para a saúde ocular, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb).   A ação fiscal atinge apenas os lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072. Eles estão proibidos de ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e consumidos.

“Os referidos lotes foram fabricados com Capsicum annuum L. (fruto da páprica), ingrediente não autorizado em suplementos alimentares como fonte de zeaxantina. Além disso, a quantidade de Caramelo IV (caramelo processo sulfito-amônia) nos produtos está acima do limite permitido”, informou a Anvisa.

A empresa comunicou o recolhimento voluntário dos lotes. Isso ocorre quando a própria fabricante identifica irregularidades em seus produtos.

Suplementos 

Os suplementos de Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e o Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil, da empresa Ervas Brasil Indústria Ltda., também foram alvo de ação de fiscalização sanitária e devem ser apreendidos.

A empresa não tem Licença Sanitária e nem Alvará de Funcionamento, e utilizou ingredientes não autorizados em alimentos. Além disso, faz divulgação irregular dos produtos, com falsas indicações terapêuticas, associando o seu uso a benefícios funcionais e de saúde, sem comprovação científica.

Medicamentos 

Alguns medicamentos também foram alvos da Anvisa, que determinou na quarta o recolhimento do lote OA3169 do medicamento Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado – 40mg, indicado para o tratamento de problemas gastrointestinais. Apenas o lote citado foi atingido pela ação, que ainda suspendeu a sua comercialização, distribuição e uso.

A medida foi adotada após a empresa MedQuímica Indústria Farmacêutica Ltda. comunicar o recolhimento voluntário do lote, ou seja, a ação partiu da própria fabricante, que identificou a irregularidade em seu produto.  A caixa do Pantoprazol 40mg foi trocada pela embalagem de outro medicamento, a Hidroclorotiazida 25mg, indicada para tratar pressão alta.

O lote 569889 do antialérgico Alektos 20mg, da empresa Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A., também deve ser recolhido e teve a sua comercialização, distribuição e uso suspensos. Isso porque, depois de identificar que a embalagem do Alektos 20mg havia sido trocada pela do medicamento Nesina, a empresa comunicou o recolhimento voluntário do lote em questão.

Lotes falsificados dos medicamentos Imbruvica, Mounjaro e Voranigo também foram alvo de ação fiscal da Agência, que determinou a sua apreensão e proibição. Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 do medicamento Imbruvica, indicado no tratamento de diversos tipos de câncer no sangue, devem ser apreendidos e estão proibidos de ser comercializados, distribuídos e usados.

O lote FM13L62 do medicamento Voranigo, para tratar tumores cerebrais, também teve a sua apreensão e proibição determinadas pela Anvisa. Assim, o referido lote não pode mais ser armazenado, comercializado, distribuído, fabricado, importado, divulgado e usado.  Isso porque a empresa Laboratórios Servier do Brasil, que produz o medicamento, desconhece a origem do lote.

Uma última ação de fiscalização da Anvisa feita na quarta proibiu também dois insumos farmacêuticos da Formus Magistral Comércio de Insumos Farmacêuticos Ltda. A empresa importou, de maneira irregular, o anabolizante estanozolol e o hormônio prasterona.

Outra empresa atingida pela ação fiscal foi a Drogaria Farma Vida de Janaúba Ltda. Com isso, a comercialização e a divulgação dos seus produtos estão suspensas. O motivo da suspensão é o fato de a empresa estar anunciando e comercializando medicamentos manipulados, através de seu site de vendas on-line, sem prescrição médica.

 

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