Conforme divulgação feita pela Band, a Prefeitura do Rio de Janeiro publicou em 10 de março, no Diário Oficial, um decreto que estabelece normas para a operação de patinetes elétricos na cidade. A medida busca organizar um sistema que já contabilizou quase 3 milhões de viagens desde o início das atividades.
Entre as principais exigências estão a instalação de campainhas e dispositivos de sinalização noturna em cada unidade. Os patinetes deverão circular apenas em ciclovias e em trechos de calçadas previamente autorizados, com o objetivo de preservar a segurança dos pedestres.
Estações e pontos de retirada
O novo modelo operacional prevê a criação de estações de retirada e devolução dos veículos compartilhados. A localização desses pontos deve receber aprovação prévia da administração municipal, garantindo que sejam distribuídos de forma estratégica para atender à demanda sem prejudicar o trânsito local.
Limites de velocidade
O decreto fixa velocidade máxima de 20 km/h em vias urbanas e reduz esse limite para 6 km/h em áreas de convivência, como calçadões e praças. A meta é reduzir o número de acidentes envolvendo usuários e transeuntes, reforçando a prioridade à integridade física de todos.
Integração ao sistema de transporte
Outra novidade é a integração dos patinetes ao sistema de bilhetagem Jaé, o que permite ao usuário pagar corridas por meio do mesmo cartão utilizado em ônibus, trens e barcas. Essa unificação facilita a mobilidade urbana e incentiva o uso de transportes alternativos.
Credenciamento das operadoras
As empresas interessadas em operar o serviço devem apresentar um plano operacional detalhado. Esse documento precisa contemplar a quantidade de patinetes disponíveis na frota, tecnologias de rastreamento e manutenção, além de estratégias para atendimento ao usuário e recolhimento dos veículos.

Em bairros de grande circulação, como Copacabana e Ipanema, os patinetes se tornaram hábitos diários de moradores e turistas. A regulação também proíbe a circulação desses veículos em pistas exclusivas de VLT e BRT, reforçando o cuidado com a segurança no trânsito.
Espera-se que o novo conjunto de regras fomente o crescimento ordenado desse modal sustentável. Além de reduzir emissões de poluentes, as medidas devem levar operadoras a aprimorar seus serviços, promovendo maior qualidade e eficiência na mobilidade urbana do Rio de Janeiro.
Com informações de Tnh1












