A Caixa Econômica Federal começa a liberar a partir do dia 19 o pagamento do Bolsa Família de outubro. É o primeiro pagamento após reajuste anunciado pelo governo Lula, que eleva para R$ 691 o piso do benefício. O primeiro grupo contempla os beneficiários do programa com Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1.
O dinheiro pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, usado para pagamentos, transferências e Pix. Também é possível sacar a parcela nas agências da Caixa, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.
Veja a seguir todas as datas de outubro, requisitos do programa e como agir diante de um bloqueio.
Pagamento do Bolsa Família em outubro
A cada dia útil, um novo final entra no calendário, até o pagamento aos inscritos com NIS final 0, marcado para 30 de outubro.
| Final do NIS | Data de pagamento |
|---|---|
| 1 | 19 de outubro |
| 2 | 20 de outubro |
| 3 | 21 de outubro |
| 4 | 22 de outubro |
| 5 | 23 de outubro |
| 6 | 26 de outubro |
| 7 | 27 de outubro |
| 8 | 28 de outubro |
| 9 | 29 de outubro |
| 0 | 30 de outubro |
Qual é o valor do Bolsa Família?
O valor do Bolsa Família depende das características de cada família, embora o programa garanta um repasse mínimo de R$ 691por mês. Além desse piso, o governo concede benefícios adicionais para famílias com crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes, o que pode elevar o total recebido.
Os adicionais previstos atualmente são de R$ 173 para cada criança de até 6 anos, R$ 58 para cada bebê de até 6 meses, R$ 58 para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos e R$ 58 para cada gestante.
Para participar do programa, a família precisa estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), enquadrar-se no limite de renda exigido e manter as informações cadastrais em dia.
Outro requisito é cumprir as condicionalidades estabelecidas pelo Bolsa Família. Entre elas estão a frequência escolar de crianças e adolescentes, o acompanhamento do calendário de vacinação e a realização do pré-natal pelas gestantes.
Histórico do programa
O programa entrou em vigor em 2003, dentro da estratégia do Fome Zero, reunindo diferentes iniciativas federais de transferência de renda. Os primeiros recursos, liberados em outubro daquele ano, beneficiaram 1,15 milhão de famílias. Segundo a Agência Gov, o governo destinou R$ 84,74 milhões nessa etapa, com benefício médio de R$ 73,67 por família.
Em 2009, alterações nos critérios de concessão ampliaram o alcance do programa. Já em 2014, quando a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) retirou o Brasil do Mapa da Fome, mais de 14 milhões de famílias recebiam o benefício, com repasses superiores a R$ 2 bilhões.
Em outubro de 2021, o Bolsa Família foi substituído pelo Auxílio Brasil. O programa voltou em março de 2023 com a retomada do nome original, preservando o benefício mínimo de R$ 600 e incluindo novos adicionais destinados a crianças, gestantes e nutrizes.
Como criar cadastro no Bolsa Família
O Bolsa Família utiliza o Cadastro Único (CadÚnico) como porta de entrada para selecionar as famílias que atendem aos critérios do programa. Por isso, quem ainda não faz parte da base de dados precisa procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para realizar a inscrição.
No atendimento, o responsável familiar deve apresentar os documentos solicitados, informar corretamente a renda, o endereço e a composição da família, incluindo crianças e bebês. Depois do cadastro, o governo federal avalia se a família se enquadra nas regras do programa.
Sempre que houver mudança de endereço, renda ou número de moradores da residência, as informações devem ser atualizadas no CadÚnico.












