Equipes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) identificaram mais quatro propriedades afetadas pela doença conhecida como Moko da bananeira em Feijó. O diagnóstico eleva para cinco o total de focos registrados no município, desde a confirmação do primeiro caso em abril deste ano. As inspeções mais recentes foram realizadas em comunidades ribeirinhas do rio Envira, abrangendo os seringais Benfica, Cumaru, Nova Sorte e Fortaleza.
Monitoramento ativo em áreas produtoras
As ações incluem vistorias em um raio de até cinco quilômetros ao redor de cada ponto onde a doença foi localizada, com coleta de amostras para análise laboratorial. O objetivo é detectar precocemente novas ocorrências, mapear a extensão da área afetada e orientar os produtores sobre formas de evitar a propagação da bactéria.
Segundo Malena Lima, coordenadora do Programa de Sanidade da Bananicultura, a região às margens do Envira é uma das principais fornecedoras de banana para o município, o que torna o trabalho de contenção ainda mais urgente:
“As comunidades do rio Envira concentram importantes áreas de produção de banana. Por isso, as ações de defesa sanitária vegetal são fundamentais para preservar a atividade produtiva, reduzir os riscos de perdas econômicas e proteger a renda das famílias que dependem dessa atividade.”
Como a doença se espalha — e como evitar
O Moko é causado por uma bactéria que se dissemina principalmente pelo transporte de mudas infectadas, pelo uso de ferramentas sem higienização adequada e pelo contato entre raízes. Insetos que visitam as flores da bananeira também podem transportar a doença entre pomares.
O Idaf recomenda medidas simples, mas essenciais:
-Utilizar apenas mudas com certificação de origem saudável
-Desinfetar ferramentas entre diferentes áreas de plantio
-Não transportar material vegetal de regiões afetadas
-Comunicar imediatamente ao órgão qualquer suspeita de sintomas nas plantas
Com a ampliação dos focos, o alerta do Idaf é claro: a colaboração dos produtores é indispensável para impedir que a doença avance para outras regiões do estado.












