Proprietários de iPhone que não atualizam o sistema operacional podem ter dados financeiros expostos a criminosos virtuais. Segundo relatório do Grupo de Inteligência de Ameaças do Google (GTIG), uma ferramenta de invasão chamada Coruna tem explorado falhas em versões antigas do iOS, colocando em risco informações bancárias e de criptomoedas.
De acordo com o Google, o Coruna afeta dispositivos que operam entre as versões iOS 13.0 e iOS 17.2.1, lançadas entre 2019 e 2023. Embora a Apple já tenha lançado correções em atualizações posteriores, muitos usuários mantêm seus aparelhos sem aplicar os patches de segurança disponibilizados pela fabricante.
Como o ataque atua e os dados expostos
O golpe se inicia quando o usuário acessa sites forjados, geralmente disfarçados de plataformas de apostas esportivas ou serviços de criptomoedas. Ao entrar na página maliciosa, o código do Coruna é acionado automaticamente, aproveitando-se de vulnerabilidades não corrigidas no sistema.
Após ultrapassar as defesas do iPhone, o kit Coruna instala o componente PlasmaLoader, responsável por fornecer controle remoto avançado ao invasor. Com esse acesso, é possível vasculhar anotações, imagens e arquivos em busca de dados sensíveis, como referências a contas bancárias, capturas de códigos SMS e frases de recuperação de carteiras digitais.
Essas informações permitem que os criminosos realizem transferências não autorizadas e assumam o controle de contas online. O Google alerta que versões anteriores de ferramentas semelhantes já foram empregadas em operações de espionagem internacional e golpes financeiros de grande escala.
Além disso, o PlasmaLoader é capaz de manter persistência mesmo após reinicializações do aparelho, tornando a remoção completa mais complexa sem a reinstalação do sistema pelo usuário ou assistência técnica especializada.

Para mitigar o risco, especialistas recomendam manter o iPhone sempre atualizado com a versão mais recente do iOS. Caso o dispositivo não receba mais suporte oficial, a orientação é ativar o Modo de Isolamento, recurso que limita a execução de códigos remotos e bloqueia conexões suspeitas.
Usuários devem ainda evitar acessar links desconhecidos e conferir a autenticidade de sites antes de inserir credenciais ou informações financeiras. A adoção dessas práticas reduz significativamente a chance de infecções por ferramentas como o Coruna.
Com informações de Tnh1












