Trump anuncia morte de Khamenei; Irã nega e lidera resposta aos ataques conjuntos dos EUA e Israel

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Trump anuncia morte de Khamenei; Irã nega e lidera resposta aos ataques conjuntos dos EUA e Israel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (28/02) que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu durante os ataques combinados realizados pelos EUA e Israel contra o país persa. O anúncio foi feito por volta das 16h30 (horário de Washington, 18h30 em Brasília) na rede social Truth Social, onde Trump classificou Khamenei como “uma das pessoas mais perversas da história”.

“Ele não conseguiu escapar de nossa inteligência e de nossos sofisticados sistemas de rastreamento e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer”, escreveu o republicano.

Pouco antes, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, havia afirmado em um pronunciamento que havia “muitos sinais de que Khamenei não está mais entre nós”, mas não confirmou a morte de forma explícita. Uma autoridade israelense de alto escalão também disse à Reuters que o corpo do líder supremo havia sido encontrado, sem que a agência divulgasse a identidade da fonte. Além disso, duas redes de televisão israelenses informaram que Trump e Netanyahu haviam visto uma “foto do corpo” de Khamenei, retirado dos escombros de seu complexo residencial, que foi destruído nos ataques, conforme anunciado por Netanyahu.

Irã nega morte e confirma retaliação

No entanto, autoridades iranianas contradizeram as afirmações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, disse à ABC News que tanto Khamenei quanto o presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, estão “sãos e salvos”. Mais cedo, ele havia declarado que o aiatolá “está vivo até onde sei”. A emissora iraniana Iran International, porém, informou ter confirmado a morte de Khamenei com fontes próximas à Guarda Revolucionária Islâmica, que estariam “insistindo na nomeação rápida” do próximo líder do país.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, confirmou que dois comandantes morreram nas ações, mas que os funcionários de alto escalão sobreviveram. “Todos os oficiais de alto escalão estão vivos. Estamos lidando com essa situação. Está tudo bem”, afirmou ele.

Em resposta aos ataques, forças iranianas lançaram mísseis contra Israel e atacaram 14 bases militares americanas no Oriente Médio. Israel fechou seu espaço aéreo e declarou estado de emergência nacional, com sirenes de alerta soando no norte do país. A Força Aérea israelense informou que interceptou os mísseis iranianos, e não há relatos de danos até o momento. Por precaução, escolas e prédios públicos em Jerusalém permanecerão fechados até a tarde de segunda-feira (02/03).

Mais de 200 mortos no Irã e novas ameaças

O ataque conjunto dos EUA e Israel deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos no território iraniano, segundo o Crescente Vermelho do país. Dos 31 estados da República Islâmica, 24 foram afetados, e as informações são referentes até a noite de sábado (28/02) no horário local. Explosões também foram ouvidas em outras quatro cidades do Irã: Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. As autoridades suspenderam o tráfego aéreo no país, enquanto serviços de telefonia e internet apresentam falhas graves.

A imprensa local informou que um ataque israelense deixou mais de 80 mortos em uma escola primária no sul do Irã, com crianças entre as vítimas. Trump declarou que o objetivo da ação era defender o povo americano e que os “bombardeios pesados continuarão pelo tempo que for necessário”. Ele ainda convidou a Guarda Revolucionária Islâmica e a polícia iraniana a se unirem aos “patriotas iranianos”, oferecendo imunidade para quem se manifestasse nos próximos dias.

“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país”, escreveu Trump na Truth Social. Já Netanyahu convocou os cidadãos iranianos a “tomarem as ruas e terminarem o serviço”, afirmando que as forças israelenses atacarão “milhares de alvos do regime terrorista” nos próximos dias.

A comunidade internacional reagiu com preocupação à escalada. Rússia e China solicitaram uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU, que está ocorrendo neste momento, enquanto países como a Itália oferecem-se para mediar diálogos entre as partes.

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