Os moradores em situações de rua, Marcos Antônio de Carvalho, de 48 anos, e Jeicilene Lima da Costa, de 33 anos, ficaram feridos após uma briga envolvendo agressões físicas mútuas na noite desta quinta-feira (29), nas proximidades do Terminal Urbano, no centro de Rio Branco.
Segundo informações da Polícia Militar, os dois já vinham protagonizando desentendimentos há aproximadamente três dias, com trocas de ofensas verbais. Na noite desta quinta-feira, Marcos estava deitado próximo a um quiosque nas imediações do Shopping Aquiri, quando Jeicilene teria se aproximado armada com uma ripa e exigido que ele deixasse o local para que ela pudesse deitar.
Após sair do ponto, Marcos foi para as proximidades do Terminal Urbano. Mesmo assim, Jeicilene teria ido atrás dele e iniciado novas provocações. Ao tentar recolher seus pertences para evitar uma discussão, o homem foi surpreendido com um golpe de ripa na cabeça, que provocou um corte de aproximadamente 10 centímetros.
Mesmo ferido e com a cabeça sangrando, Marcos reagiu quando Jeicilene tentou deixar o local. Ele aplicou uma rasteira na mulher, que caiu de costas no chão. Em seguida, o homem teria desferido aproximadamente cinco socos no rosto dela, deixando-a desorientada.
Populares que presenciaram a confusão acionaram dois policiais militares que estavam em uma guarita nas proximidades. Os agentes intervieram, separaram os envolvidos e adotaram os procedimentos necessários.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e enviou uma ambulância de suporte básico para atender os feridos. Ao chegar ao local, a equipe encontrou Jeicilene desorientada e reclamando de fortes dores na cabeça. Durante o atendimento, ela também informou que estaria grávida.
Os policiais já haviam detido Marcos Antônio e aguardaram a chegada dos socorristas. Devido ao quadro clínico apresentado, a equipe do Samu priorizou o atendimento à mulher.
Após os primeiros procedimentos, Marcos recusou encaminhamento à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), embora apresentasse um ferimento na cabeça que necessitava de avaliação médica e possível sutura. Jeicilene foi encaminhada à UPA da Baixada, onde deveria passar por exames e receber atendimento médico.
Marcos informou que pretendia comparecer à Delegacia de Flagrantes (Defla) para registrar representação contra Jeicilene. Um boletim de ocorrência informativo foi registrado para dar ciência do caso à autoridade policial.













