POLÍCIA
PM acusado de matar dona de casa ao dirigir embriagado e acima da velocidade máxima será julgamento em Rio Branco

RIO BRANCO (AC), 10 de janeiro de 2026 — O cabo da Polícia Militar do Acre (PMAC) Alan Melo Martins enfrentará o julgamento na próxima segunda-feira (12), na sede do Tribunal do Júri de Rio Branco. A 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar analisará o caso, no qual o policial é acusado de homicídio e tentativa de homicídio por um acidente de trânsito ocorrido há quase sete anos na capital acreana.
No dia 13 de maio de 2019, na Estrada Dias Martins, Alan Melo estava ao volante de um Chevrolet Onix quando colidiu com uma motocicleta que levava Silvinha Pereira da Silva, 47 anos, e seu marido, José da Silva e Silva, 51 anos. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Acre (MPAC), o militar estava sob efeito de bebida alcoólica e dirigindo em alta velocidade no momento do impacto.
As investigações revelam que o cabo havia consumido álcool durante o dia. Ao tentar realizar uma ultrapassagem, perdeu o controle do veículo, que bateu na motocicleta e posteriormente em um poste de energia elétrica. Perícias realizadas pela Polícia Técnica constataram que o automóvel atingia mais de 130 km/h – o limite na via é de 80 km/h – e confirmaram a presença de etanol no organismo do condutor, por meio de análises laboratoriais e registros da ocorrência.
Os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados e levaram as vítimas ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Silvinha não resistiu aos ferimentos e faleceu durante o atendimento. José sobreviveu, mas precisou de tratamento prolongado para as lesões graves sofridas. Alan Melo também apresentou ferimentos e foi atendido na mesma unidade hospitalar.
O MPAC indiciou o militar por homicídio simples e tentativa de homicídio, fundamentando que a conduta de Alan Melo – dirigir embriagado e acima da velocidade permitida – demonstrou que ele assumiu o risco de provocar um acidente, colocando em perigo a integridade e a vida de terceiros. Todas as provas coletadas durante as investigações, incluindo laudos periciais e depoimentos, foram encaminhadas ao tribunal para subsidiar o julgamento.
Este é o segundo julgamento importante do cabo na Justiça do Acre. Em dezembro de 2024, ele e outros policiais foram absolvidos no chamado “Caso Preventório”, que envolvia uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que resultou na morte de três pessoas, entre elas uma menina de 11 anos. Agora, o policial volta a responder por seus atos, desta vez em um processo relacionado à segurança no trânsito.








