Aos 93 anos, Giseuda Macedo saiu de casa neste domingo, 25 de outubro, para exercer um direito que, embora não mais obrigatório para sua faixa etária, ela considera indispensável. Moradora do bairro de Santos Reis, na Zona Leste de Natal, chegou à Escola Estadual Josefa Sampaio acompanhada da família para registrar seu voto.
Ela admite que chegou a pensar em não mais comparecer às urnas, mas decidiu ir. “Eu não pensava mais em votar, mas talvez seja a última vez que eu vou votar”, revelou com serenidade.
Um compromisso com a democracia
Para eleitores com mais de 70 anos, o voto é facultativo — ninguém é penalizado por não comparecer. Mesmo assim, Giseuda fez questão de cumprir o que considera um dever cívico. “Tem que votar pela democracia do nosso Brasil”, disse com firmeza.
Sua trajetória de vida cruza décadas de história do país. Ela lembra com clareza os tempos difíceis da ditadura militar e o caminho até a redemocratização. “Passamos por tanta coisa, principalmente no tempo da ditadura, mas tô aqui viva ainda, passei por tudo”, recordou.
Para ela, o voto também é uma conquista feminina. “A mulher também precisa dar seu voto, ter sua oportunidade de escolher. É necessário”, defendeu.
Exemplo que inspira
Ao lado dela estava Marcia Luiza, de 76 anos, que também escolheu participar da eleição. A sobrinha de Marcia, Shirley Costa, não escondeu a emoção ao ver a tia exercendo seu direito: “Tenho muito orgulho, porque ela sempre foi uma referência pra gente, porque ela era muito além do tempo”.
Com histórias de vida que atravessam gerações, essas mulheres mostram que, para elas, o voto nunca foi apenas uma obrigação — mas sim um valor que vale a pena preservar.











