Atravessando o Rio Acre de catraia: o esforço de quem não deixa de votar

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Atravessando o Rio Acre de catraia: o esforço de quem não deixa de votar
Foto: Sérgio Vale

Para quem vive às margens do Rio Acre, o caminho até a urna passa, primeiro, pela água. Neste domingo, 25 de outubro, dia do segundo turno das eleições, a tradicional catraia foi o meio de transporte de muitos eleitores que cruzaram o rio para exercer o direito ao voto em Rio Branco.

No Porto da Catraia, entre o bairro 15 e a região do Aeroporto Velho, a reportagem acompanhou a travessia de cidadãos que fizeram questão de comparecer às urnas, mesmo com o trajeto mais longo.

“Vale a pena”, dizem eleitores

O aposentado José Francisco chegou com antecedência e esperou a embarcação para fazer a travessia. Após desembarcar, ainda teria que caminhar cerca de 300 metros até sua seção eleitoral. Para ele, o esforço não é motivo para faltar. “Vale, com certeza. A catraia é importante, né?”, disse ele, confiante de que cumpria seu dever.

Já Oziel Gomes faz esse trajeto habitualmente — a travessia custa R$ 2 e faz parte de sua rotina. Hoje, ele seguiu o caminho habitual, mas com um propósito especial. “A gente, como brasileiro, tem que honrar a nossa honra, né? Mas eu acho que vale a pena”, afirmou, já com sua escolha feita.

Mais do que um transporte, uma ligação

A catraia é muito mais do que um barco para a comunidade: é a ligação entre duas margens. No porto, além dos eleitores, havia pescadores e moradores que vivem esse deslocamento diariamente. Para muitos deles, o voto é mais um motivo para fazer a travessia, mas a rotina de cruzar o rio é parte essencial de como vivem.

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