BRASÍLIA (DF) – O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda ao caminhar em seu quarto na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília e apresentou traumatismo craniano leve, confirmou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado, um dos profissionais responsáveis pelo atendimento do petista. O paciente havia obtido autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para deixar a cela onde cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e se submeter a atendimento no Hospital DF Star.
“Na madrugada de terça-feira, o ex-presidente apresentou uma queda. Inicialmente pensamos que fosse da cama, mas, ao conversar com ele e reconstruir os fatos, entendemos que ele havia levantado e tentado caminhar quando caiu”, informou o médico aos jornalistas.
Após realizar os exames necessários, Bolsonaro já retornou à dependência da PF, localizada a poucos quilômetros do estabelecimento particular. Um boletim assinado pelo cirurgião geral do DF Star, Claudio Birolini, confirmou o diagnóstico e descartou a necessidade de intervenções mais complexas.
“Nos exames de imagem foi evidenciada leve densificação de partes moles na região frontal e temporal direita, decorrente do trauma, sem necessidade de intervenção terapêutica. O paciente deverá seguir cuidados clínicos conforme definição da equipe médica assistente”, destaca o documento.
De acordo com Brasil Caiado, a queda pode estar relacionada a quadros de desorientação causados pela interação entre diferentes medicamentos que Bolsonaro utiliza. “Há suspeita inicial de que possa ser consequência da combinação de remédios. Ele faz uso de vários medicamentos para tratar crises de soluços. Se esses episódios se repetirem, aumentam o risco para o paciente”, explicou.
Há menos de uma semana, o ex-presidente havia recebido alta do mesmo hospital, onde permaneceu internado por oito dias. Durante esse período, foi submetido a cirurgia de hérnia inguinal bilateral, além de outros procedimentos para controlar o quadro de soluços que o acompanhava.









