À medida que a corrida presidencial de 2026 vai ganhando contornos mais precisos no cenário nacional, dois chefes de Executivo estaduais se destacam pela postura cautelosa e pela ausência de posicionamento formal em relação aos principais pré-candidatos: Gladson Cameli (PP), do Acre, e Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul.
Um levantamento divulgado pelo Poder360 neste domingo (22) aponta que, no primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conta com o apoio declarado de 12 governadores. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) dispõe do respaldo formal de cinco chefes estaduais, concentrados em colégios eleitorais de grande porte populacional.
Na hipótese de um segundo turno, a reportagem aponta que o palanque bolsonarista poderia se expandir para até 13 governadores. Mesmo assim, Gladson Cameli e Eduardo Leite permanecem como peças incógnitas no tabuleiro eleitoral nacional. Em conversas anteriores com a imprensa acreana, Cameli já havia sinalizado preferência pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve buscar a reeleição ao comando do Estado paulista.
No Acre, Gladson Cameli tem mantido uma postura de neutralidade pública, não tendo indicado apoio formal nem ao presidente Lula nem ao senador Flávio Bolsonaro. O governador tem priorizado a agenda administrativa estadual, focando em iniciativas locais em vez de alinhamentos nacionais precoces.
Já Eduardo Leite vive uma realidade distinta: o gaúcho ainda cultiva a possibilidade de se lançar como candidato à Presidência da República, o que justifica sua decisão de não se alinhar formalmente a nenhum dos principais pré-candidatos neste momento. Ao se manter como uma alternativa de centro na disputa, Leite evita declarações de apoio antecipadas e trabalha para ampliar seu diálogo com lideranças de diferentes regiões do país. Sua posição no Rio Grande do Sul – Estado com expressivo peso eleitoral – pode ter influência significativa na formação dos palanques, especialmente em um eventual segundo turno.
De acordo com o cenário mapeado pelo Poder360, embora Lula conte com maior número de governadores ao seu lado, o apoio a Flávio Bolsonaro está concentrado em Estados que acumulam maior quantidade de eleitores.












