Investigação aponta suposta aliança entre facção FTA e campanha de reeleição de Antônio Furlan em Macapá

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Investigação aponta suposta aliança entre facção FTA e campanha de reeleição de Antônio Furlan em Macapá

Uma reportagem do Jornal da Record, exibida nesta quinta-feira (10), colocou Macapá no centro de uma investigação sobre a infiltração do crime organizado na política. A reportagem aponta que a facção Família Terror do Amapá (FTA), aliada ao PCC, teria atuado de forma estruturada em favor da campanha de reeleição do então prefeito Antônio Furlan (PSD) nas eleições municipais de 2024. A apuração é conduzida pelas Polícias Federal e Civil.

Segundo a investigação, o grupo criminoso teria concentrado esforços para garantir votos para Furlan em territórios sob seu controle, especialmente no Conjunto Macapaba, região onde o candidato obteve ampla maioria dos sufrágios. A reportagem teve acesso ao depoimento de Luanderson Alves, o “Caçula”, ex-candidato a vereador pelo PSD, que poderia ser usado em eventual colaboração premiada. Na semana passada, o TRE-AP já havia cassado o diploma de Caçula, em processo que confirmou sua ligação com a FTA.

Entre as suspeitas investigadas está a de que pessoas ligadas à facção teriam sido incluídas na folha de pagamento da Prefeitura de Macapá durante a gestão Furlan. A reportagem detalha o que seria um acordo para mobilizar eleitores em troca de vantagens, embora as suspeitas ainda não tenham caráter de condenação.

A defesa de Antônio Furlan negou as acusações e rechaçou qualquer ligação do ex-prefeito com organizações criminosas. O caso segue em andamento nas autoridades competentes, que buscam confirmar se houve de fato participação estruturada do crime organizado no processo eleitoral de 2024. Ressalta-se que as informações apuradas ainda são investigativas e não constituem prova definitiva.

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