A fala de Lula acontece num momento em que os votos de seu indicado à Corte Cristiano Zanin são fortemente criticados pela militância de esquerda por, supostamente, não estarem alinhados a posições progressistas. Lula, porém, não citou o nome de Zanin e disse que seu discurso tem relação com a segurança dos magistrados.
“Se eu pudesse dar um conselho, é o seguinte: a sociedade não tem que saber como é que vota um ministro da Suprema Corte”, disse Lula, na live semanal.
“Acho que o cara tem que votar e ninguém precisa saber. Vtou, a maioria [ganha]. 5 a 4, 6 a 4, 3 a 2. Não precisa ninguém saber se foi o Uchôa que votou, se foi o Camilo que votou”, seguiu Lula, referindo-se ao jornalista Marcos Uchôa e ao ministro Camilo Santana, da Educação, que estavam presentes na live.
“Porque aí cada um que perde fica com raiva, cada um que ganha fica feliz. Então, para a gente não criar animosidade, eu acho que era preciso começar a pensar se não é o jeito de a gente começar a mudar o que tá acontecendo no Brasil, porque, do jeito que vai, daqui a pouco um ministro da Suprema Corte não pode mais sair na rua, não pode mais passear com a sua família, porque tem um cara que não gostou de uma decisão dele”, concluiu o presidente.