Estudo de 2026 do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, baseado em dados oficiais do Sinisa, aponta que, logo depois da aprovação do Marco Legal do Saneamento, o Acre registrou o menor volume de recursos aplicados no país entre 2020 e 2024.
Enquanto o total investido no Brasil chegou a R 112,6 bilhões, o estado recebeu somente R 65,8 milhões — menos de 0,1 % de todo o montante nacional. A própria Região Norte aparece como a menos contemplada: apenas R$ 5,3 bilhões, ou 4,7 % do total, mesmo reunindo alguns dos piores índices de atendimento.
Em âmbito nacional, o aporte anual por pessoa cresceu 51 %: saltou de R 90,54 para R 137,02. Mesmo assim, está muito abaixo dos R 225 recomendados pelo Plansab para garantir água e esgoto a todos até 2033. No Norte, o valor médio chega a apenas R 64 ao ano por habitante.
A cobertura avança em ritmo muito lento:
-Água potável: de 83,7 % para 84,1 % — 15,9 % ainda não têm acesso
-Coleta de esgoto: de 54,1 % para 56,7 % — quase metade da população não é atendida
Para alcançar a universalização até a data prevista, o cálculo é que serão necessários mais R 430 bilhões entre 2025 e 2033 — cerca de R 48 bilhões por ano.












