Rio Branco, AC — O governo do Acre vai receber ainda neste mês de novembro representantes da Embaixada do Peru e intermediários comerciais com o objetivo de ampliar as oportunidades de negócios entre os dois países. A iniciativa foi confirmada pela Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), que vê no mercado peruano um parceiro prioritário para o crescimento das exportações acreanas.
Estratégia de aproximação
Conforme explicou o secretário Márcio Valter Agiolfi, a localização geográfica torna o Peru um parceiro natural e estratégico para o estado:
“O Peru é estratégico pela proximidade e pelo potencial de expansão dos negócios. Em novembro, devemos receber representantes da Embaixada do Peru e agentes ligados à intermediação comercial.”
Ele lembrou que já foram realizadas ações neste ano, como uma rodada de negócios em Puerto Maldonado, e que a participação de empresas acreanas na Expoalimentaria — uma das maiores feiras de alimentos da América Latina —, em parceria com o Sebrae, também faz parte dessa estratégia de internacionalização.
Preparação das empresas e infraestrutura
A Seict tem trabalhado para qualificar o setor produtivo local para atender mercados externos. O secretário ressaltou a importância de conhecer o perfil do consumidor peruano e adaptar produtos para aumentar a competitividade. A secretaria também ampliou sua equipe especializada em comércio exterior para orientar empresários em todas as etapas do processo de exportação.
Paralelamente, avançam obras nos parques industriais do estado:
-Revitalização do parque de Cruzeiro do Sul — concluída
-Polos de Feijó e Xapuri — em fase final
-Distrito Industrial de Rio Branco — em melhorias, com nova etapa na infraestrutura aguardando liberação de recursos do deputado Zé Adriano
Rota Quadrante Rondon: desafios e perspectivas
Um estudo recém-divulgado pela Secretaria de Planejamento, em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, aponta que a consolidação da Rota Quadrante Rondon — corredor logístico que liga o Acre aos portos do Pacífico — ainda enfrenta obstáculos. Entre os principais estão a falta de uma estrutura permanente de governança, a fragmentação de ações entre órgãos e a desigualdade de capacidade de gestão entre os municípios, especialmente na faixa de fronteira.
O documento recomenda a intensificação do diálogo internacional para simplificar procedimentos aduaneiros, transporte de cargas e circulação de pessoas — medidas consideradas fundamentais para transformar a rota em um verdadeiro motor de desenvolvimento econômico para a região.











