Por volta das 17h desta quarta‑feira (15), manifestantes interditaram os dois sentidos da Avenida Ceará, próximo ao Complexo Viário, bem no horário de maior movimento. Com faixas e carro de som, voltaram a cobrar número mínimo de veículos em circulação, gerando grandes congestionamentos.
A ação faz parte da semana de protestos definida na assembleia que deflagrou a greve. “A luta não é só nossa: estudantes e trabalhadores todos sofrem com a falta de ônibus”, ressaltou o representante Kayke Mendonça.
Ele rebateu a informação da RBTrans de que as linhas da UFAC já estariam resolvidas: “Chegar até a universidade é só metade do caminho. Quem mora no Taquari, Cidade Nova ou bairros afastados não consegue ir nem voltar para casa”.
Até agora, a pressão garantiu retorno da linha do IFAC aos sábados e suspensão das aulas na UFAC hoje. O grupo lembra que há dois dias houve confronto em frente à prefeitura — com relatos de spray de pimenta e agressão até contra adolescente — e só receberam promessa de reinserir 26 coletivos.
A crise começou em 30 de junho: decisão judicial retirou veículos da Ricco Transportes por dívida superior a R$ 3 milhões. Depois, a prefeitura contratou a JTP de forma emergencial, prometendo 120 ônibus em até 60 dias. O bloqueio segue sem tempo previsto para acabar.












