Os ministérios das Mulheres e do Esporte emitiram nota conjunta nesta sexta-feira (20), repudiando veementemente a homenagem realizada pelo Vasco da Gama do Acre (Vasco-AC) a três atletas presos sob acusação de estupro coletivo de duas mulheres no alojamento do clube, em Rio Branco. O gesto ocorreu na noite de quinta-feira (19), antes do jogo contra o Velo Clube (SP) pela primeira fase da Copa do Brasil, e provocou forte repercussão negativa em redes sociais e entre diferentes setores da sociedade.
Antes da partida, os jogadores do Vasco-AC exibiram camisas com os nomes dos colegas detidos e posaram para fotos oficiais da equipe. Os atletas investigados são Erick Luiz Serpa Santos Oliveira, Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior, que negam as acusações. A partida também marcou a estreia do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado pelo homicídio triplamente qualificado da modelo Eliza Samudio, o que ampliou ainda mais o debate público em torno do episódio.
Na nota, as pastas manifestaram solidariedade às vítimas e reafirmaram confiança na atuação célere e transparente da Justiça, com respeito ao devido processo legal. “É inaceitável que o esporte, espaço de formação e inspiração para a juventude, seja utilizado para naturalizar ou relativizar a violência contra a mulher”, destacou o texto.
O governo federal reforçou, ainda, o compromisso “inegociável” com o enfrentamento de todas as formas de violência contra meninas e mulheres, defendendo a implementação de políticas públicas que promovam ambientes seguros, justos e livres de violência.
A partida terminou com a eliminação do Vasco-AC nos pênaltis, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. O treinador Eric Fernandes afirmou à FFAC TV que a polícia intimou sete jogadores para depor no dia do jogo, o que, segundo ele, “mexeu com o psicológico dos garotos”. A Polícia Civil do Acre ainda não se manifestou sobre o andamento das investigações.












