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“Neutralidade não é opção”: futuro presidente da Adufac convoca esquerda a se unir no Acre

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Foto: Gerson Rodrigues de Albuquerque/Whidy Melo

RIO BRANCO (AC) – Com discurso firme e tom contundente, o professor doutor Gerson Rodrigues de Albuquerque – que assumirá a presidência da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac) na próxima terça-feira (13) – afirmou que a entidade deve atuar de forma ativa na disputa política e ideológica do estado. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (8), durante ato público no auditório da Adufac que integrou a mobilização nacional “8 de janeiro – Brasil soberano: liberdade e dignidade aos povos”, comemorando três anos da tentativa de golpe contra a democracia brasileira.

Prestes a assumir o comando da associação, Gerson deixou claro que a postura neutra não cabe diante do cenário atual. Para ele, a Adufac precisa se posicionar de maneira explícita e abrir-se “a todas as alianças possíveis no campo democrático e de esquerda”, como forma de combater projetos que, na sua avaliação, têm desmantelado direitos e conquistas históricas no Acre. “Prosseguiremos com essa luta pela democracia, com foco especial no nosso estado e na nossa universidade”, afirmou.

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“É preciso desmontar a farsa que destrói conquistas do Acre”

O professor não poupou críticas ao que classificou de encenação política que se desenrola no estado. Segundo ele, grupos que utilizam discursos de ordem e moralidade têm promovido retrocessos em áreas como educação, assistência social e estrutura institucional. “Um dos principais desafios para a esquerda no Acre é desmontar essa farsa que, aos poucos, vem destruindo tudo o que conseguimos construir ao longo dos anos”, declarou.

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Gerson Albuquerque destacou que o ano de 2026 será marcado por disputas acirradas e exigirá que as forças progressistas construam uma unidade efetiva, e não apenas retórica. Na sua visão, iniciar esse ciclo político com um ato de memória sobre o episódio de 8 de janeiro tem valor tanto simbólico quanto estratégico. “Pensar em alianças, em unidade e em construção coletiva não é apenas um discurso bonito – é uma necessidade política essencial”, ressaltou.

Ao conectar o cenário local ao nacional, o docente defendeu explicitamente a continuidade do governo do presidente Lula, apontando sua reeleição como elemento central para a defesa da democracia no país. “A reconstrução do Brasil teve início com a eleição de Lula, e devemos lutar para que ele seja reeleito. Essa também é uma forma fundamental de luta democrática”, finalizou.

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