Dados do Boletim Epidemiológico nº 22/2026, divulgado nesta sexta-feira (3) pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), apontam uma alteração preocupante no perfil dos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no estado. Até a 25ª semana do ano, foram confirmadas 50 mortes — e, pela primeira vez, crianças e adolescentes de até 19 anos representam a maioria dos registros, superando proporcionalmente a população idosa.
Inversão no cenário
Pessoas com 60 anos ou mais ainda somam o maior número absoluto entre os grupos, com 15 óbitos, mas sua participação relativa caiu de forma acentuada: correspondia a 51,54% em 2024, passou a 48,24% em 2025 e chegou a apenas 30% neste ano.
Em contrapartida, menores de 19 anos passaram a responder por 52% de todas as mortes por SRAG registradas no Acre em 2026.
Aumento expressivo entre os mais jovens
O crescimento mais acentuado ocorre nas primeiras faixas etárias:
-Menores de 2 anos: nove mortes (18% do total), contra três em 2024 e cinco em 2025;
-5 a 9 anos: oito óbitos (17% do total), após cinco registros em 2024 e sete em 2025;
-2 a 4 anos: seis mortes (8% do total);
-10 a 19 anos: cinco óbitos (10% do total).
Nas demais faixas etárias, foram contabilizados: um óbito entre 20 e 29 anos, dois entre 30 e 39 anos, um entre 40 e 49 anos e um entre 50 e 59 anos.












