Rio Branco fechou agosto com recuo de 0,17% no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ocupando a terceira menor queda de preços entre as capitais brasileiras — atrás apenas de Brasília e Fortaleza. O resultado foi divulgado no domingo (13) pelo Sistema de Monitoramento da Inflação (SMI), ligado ao Programa de Educação Tutorial (PET) de Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac). O índice da capital acreana ficou acima da média nacional (-0,32%) e da média das 16 capitais pesquisadas (-0,33%).
Assim como no restante do país, a redução dos preços em Rio Branco foi impulsionada principalmente pela queda na energia elétrica residencial, beneficiada pelo bônus de Itaipu concedido aos consumidores. A capital passou de uma alta de 0,32% em julho para uma deflação de 0,17% em agosto — mesma direção do Brasil, que saiu de 0,07% para -0,32%.
Três grupos de gastos registraram alta e evitaram uma queda ainda maior: Vestuário (0,12 p.p.), Despesas pessoais (0,09 p.p.) e Educação (0,04 p.p.). Juntos, compensaram parte da redução puxada por habitação e aproximaram o índice de zero.
O destaque de alta ficou com o limão, que subiu 64,54% por causa da entressafra nacional — nas gôndolas de Rio Branco, o quilo chega a R$ 10. O item com maior impacto individual no índice, porém, foi o cigarro, com alta de 15,26% e contribuição de 0,07 ponto percentual para a inflação. Motocicletas e camisas masculinas também pressionaram os preços para cima. Já batata-doce (+6,50%) e farinha de mandioca (+4,37%) também registraram elevação, mas sem grande peso no resultado geral.
O levantamento é coordenado pelo professor Rubicleis G. Silva e integra as atividades do PET Economia da Ufac.












