Um corte bovino de preço acessível e que costuma passar despercebido nos balcões de açougue pode se transformar em um bife tenro e suculento quando preparado corretamente. Muito além dos cortes tradicionais, como picanha e contrafilé, esse pedaço menos valorizado tem chamado a atenção de açougueiros e chefs que buscam qualidade sem pesar no bolso.
O corte esquecido que surpreende no paladar
Embora seu nome nem sempre seja destaque, esse corte é proveniente de uma parte do traseiro do boi, onde a musculatura é firme, porém bem distribuída. Para extrair o melhor sabor e textura, os profissionais recomendam fatiá-lo sempre contra a direção das fibras, gerando bifes mais macios ao mastigar. Em seguida, basta temperar com sal e pimenta-do-reino a gosto.
Como preparar na frigideira
Para manter a suculência e a maciez, o processo de cocção deve ser rápido e em alta temperatura. A frigideira — de preferência em material que distribua calor de forma uniforme — deve ser aquecida até atingir ponto de fumaça leve. Os bifes devem ser selados por cerca de dois minutos de cada lado, garantindo uma crosta externa dourada e o interior ao ponto desejado.
Economia e sabor
O apelo principal desse corte é o custo-benefício. Mais em conta que os cortes nobres, ele apresenta boa relação entre gordura e carne magra, o que confere sabor e facilita o preparo sem a necessidade de longas marinadas ou temperos elaborados. Açougueiros afirmam que, apesar de pouco comentado, ele pode agradar até os paladares mais exigentes, sobretudo quando os bifes são servidos imediatamente após o preparo, acompanhados de saladas frescas ou batatas assadas.

Por ficar em segundo plano nas vitrines, esse corte barato nem sempre está disponível em todas as casas. Ainda assim, vale a pena perguntar ao seu açougueiro de confiança e experimentar essa opção que alia maciez, suculência e economia.
Com informações de Portal6












