A Marinha do Brasil encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma proposta estratégica de R$ 250 bilhões com o objetivo de revitalizar a indústria naval nacional. O plano prevê não apenas a modernização de estaleiros, mas também a ampliação da capacidade operativa da esquadra e a criação de um submarino nuclear. Além disso, contempla o reforço dos meios de vigilância marítima para garantir a salvaguarda dos recursos da chamada Amazônia Azul.
Segundo o documento entregue ao Palácio do Planalto, o investimento de R$ 250 bilhões deverá ser distribuído em três pilares principais:
1. Expansão da esquadra
Ampliação do número de embarcações dedicadas ao patrulhamento e ao apoio logístico, com o intuito de aumentar a presença naval em águas jurisdicionais brasileiras.
2. Submarino nuclear
Desenvolvimento e construção de uma embarcação de propulsão nuclear, considerada estratégica para elevar o nível de dissuasão e reforçar a capacidade de operação em longo alcance.
3. Vigilância da Amazônia Azul
Fortalecimento dos sistemas de monitoramento e sensores marítimos para proteger a Zona Econômica Exclusiva do Brasil, área rica em biodiversidade e recursos minerais.
O plano enfatiza a importância de sustentar e qualificar a cadeia produtiva nacional, atraindo parcerias entre setores público e privado. A expectativa é que a iniciativa torne o país menos dependente de fornecedores externos e fomente a capacitação de mão de obra especializada no setor naval.

Embora não detalhe cronograma específico, a proposta estipula que o projeto seja discutido em encontro entre a Marinha e o governo federal ainda no primeiro semestre, com etapas de implementação previstas para os próximos anos.
Com esta estratégia, a Marinha busca não apenas reforçar a defesa nacional, mas também impulsionar o setor naval como vetor de desenvolvimento econômico e tecnológico.
Com informações de Portal6












