A atuação da Polícia Militar durante uma confraternização no bairro João Eduardo, em Rio Branco, está sob investigação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) após a divulgação de vídeos que repercutiram nas redes sociais. A instituição abriu dois procedimentos para apurar as circunstâncias da ação policial, que ocorreu na noite de terça-feira, 14, após denúncias de perturbação do sossego.
Investigação da conduta policial
A Promotoria Especializada de Controle Externo da Atividade Policial instaurou um procedimento para coletar informações sobre a atuação dos policiais durante a ocorrência. A promotora Maria Fátima Ribeiro ordenou que o Núcleo de Apoio Técnico realize diligências para verificar imagens de câmeras de segurança e identificar testemunhas. O prazo para a conclusão é de dez dias.
Direitos humanos em foco
Outro procedimento, iniciado pela Promotoria Especializada de Defesa dos Direitos Humanos, busca verificar se a Polícia Militar tomou medidas internas sobre o caso. O promotor Thalles Ferreira solicitou ao Comando-Geral da PM informações sobre possíveis procedimentos internos e um levantamento de incidentes similares nos últimos 12 meses.
Entenda o caso
A ocorrência se deu durante uma confraternização em frente a uma residência, onde a PM foi chamada por denúncias de perturbação do sossego. Segundo a polícia, a calçada estava obstruída e o som alto foi motivo de reclamação. A PM afirma que um homem desacatou os policiais, levando à sua prisão e ao uso de spray de pimenta para dispersar a multidão. Participantes contestam a versão, alegando que o som já havia sido reduzido e que houve abuso de força.











