O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propagou informações inverídicas sobre as urnas eletrônicas durante evento com representantes diplomatas de mais de 40 países nesta terça-feira (21), em Brasília. A fala repete estratégia semelhante à adotada por seu pai, Jair Bolsonaro, em reunião que resultou em condenação e inelegibilidade.
A alegação e o fato
Flávio afirmou que as urnas brasileiras têm “a mesma origem” da empresa venezuelana Smartmatic, citando suposto relatório da CIA sobre fraudes eleitorais na Venezuela. A afirmação é falsa: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já esclareceu que a Smartmatic nunca forneceu urnas ou sistemas de votação ao Brasil — apenas prestou serviços de conexão de dados e, em licitação de 2020, perdeu o fornecimento de equipamentos para a Positivo.
O senador pediu aos diplomatas que enviem grande número de observadores e especialistas para a eleição de 2026, alegando buscar “transparência”. Presentes estimados cerca de 80 pessoas, entre elas 20 embaixadores; representantes ouvidos pela imprensa destacaram que a presença não significa apoio às afirmações.
Sobre a condenação do pai
Flávio voltou a dizer que Jair Bolsonaro está preso e inelegível apenas por “manifestar preocupação com a segurança eleitoral”. Em 2023, o TSE condenou o ex-presidente por abuso de poder e uso indevido de comunicação, ao difundir mentiras sobre o sistema eleitoral em reunião com embaixadores. Mais recentemente, ele foi condenado por organizar trama golpista.
Outras declarações
-Justiça e instituições: alegou que há “aparelhamento” de órgãos como a PF e o STF para perseguir opositores, e prometeu que, se eleito, investigará apenas “corruptos e criminosos”.
-Economia e meio ambiente: defendeu agilizar licenciamentos e disse que dará autonomia a povos indígenas para explorar recursos minerais em seus territórios, desde que haja vontade da comunidade.
A equipe de campanha de Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre as mentiras veiculadas.












