Quem é o olheiro de modelos encontrado morto após nome aparecer 2 mil vezes em arquivos de Epstein

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Quem é o olheiro de modelos encontrado morto após nome aparecer 2 mil vezes em arquivos de Epstein
Foto: Reprodução

O olheiro de modelos sueco Daniel Siad, de 69 anos, foi encontrado morto nesta segunda-feira (20) em sua residência em Colombes, nos arredores de Paris, após ter seu nome citado mais de 2.000 vezes em arquivos do FBI divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. As circunstâncias do falecimento ainda são desconhecidas, e as autoridades francesas abriram uma investigação criminal para esclarecer o caso.

Logo após a descoberta do corpo, o Ministério Público da França abriu inquérito para apuração das causas do falecimento. De acordo com informação oficial, “uma investigação sobre as causas da morte foi aberta na noite de segunda-feira, após a descoberta do corpo do Sr. Daniel Siad em uma casa que ele ocupava em Colombes”. Uma autópsia será realizada para determinar as circunstâncias e a causa exata da morte.

Nascido na Argélia e naturalizado cidadão sueco, Siad era investigado na França sob suspeita de ter auxiliado Jeffrey Epstein no recrutamento de mulheres para exploração sexual. Segundo relatos da imprensa internacional, ele trabalhou com o financista desde o final dos anos 2000 e teria atuado na prospecção de jovens em países como França, Polônia, República Tcheca, África do Sul, Marrocos e Cuba. Em documentos processuais, Siad comparou seu trabalho ao de um pescador: “Nesta correria, sinto-me como um pescador; às vezes pego bastante peixe, outras vezes não pego nada”, mensagem enviada a Epstein em 2014.

Negações e depoimentos públicos

Questionado sobre sua atuação, Siad sempre negou irregularidades. Em entrevista à emissora francesa BFMTV em maio de 2026, admitiu que apresentava jovens mulheres ao financista, porém afirmou que Epstein se apresentava como diretor de elenco da Victoria’s Secret. À CNN, no mês anterior, declarou que “mantinha apenas uma relação profissional com ele” e que “confia nele, acredita nele; esse cara é um profissional”. Também sustentou que frequentava o apartamento de Epstein na Avenue Foch, em Paris, exclusivamente para reuniões de negócios, sempre acompanhado das modelos que apresentava.

Em 2022, uma mulher francesa afirmou à polícia ter sido enganada por Epstein após ter sido apresentada a ele por intermédio de Siad. Porém, o sueco negou qualquer responsabilidade no ocorrido.

Outras acusações contra Siad

Além das investigações ligadas a Epstein, Siad respondia a acusações de estupro e agressão sexual formuladas por cinco mulheres, denúncias que negava categoricamente. As autoridades francesas ainda não divulgaram indícios concretos sobre os motivos que levaram à morte de Siad, permanecendo a investigação em andamento.

Jeffrey Epstein, o financista central do caso internacional de exploração sexual, morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual de menores. Sua morte em prisão gerou controvérsias e questionamentos sobre as circunstâncias do falecimento. A divulgação dos arquivos do FBI em janeiro de 2026 revelou conexões de Epstein com personalidades do mundo político, empresarial e artístico, intensificando investigações em diversos países

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