Divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação, o Ideb de 2025 alcançou o maior patamar de toda a série histórica iniciada em 2005, nas três etapas da educação básica. O resultado reflete mais alunos na escola, menor índice de reprovação e melhora no aprendizado, conforme avalia o ministro Leonardo Barchini.
Os números:
-Anos iniciais do fundamental: subiu de 6,0 para 6,3 — superou a meta projetada; em 2005 era 3,8
-Anos finais do fundamental: passou de 5,0 para 5,3, mas ficou abaixo da meta de 5,5; na série inicial registrava 3,5
-Ensino médio: evoluiu de 4,3 para 4,5, ainda distante da meta de 5,2; em 2005 era 3,4
Nas escolas públicas, os índices também avançaram: anos iniciais de 5,7 para 6,1; anos finais de 4,7 para 5,0; e ensino médio de 4,1 para 4,3. Todos os estados registraram crescimento nos anos iniciais, com destaque para Paraná (6,9), Ceará (6,8) e Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo (6,4). No ensino médio, apenas o Distrito Federal teve queda.
Especialistas alertam, no entanto, que o ritmo de evolução é menor nos anos finais do fundamental e no ensino médio. Para Felipe Proto, da Fundação Lemann, a defasagem acumulada desde os primeiros anos e mudanças na dinâmica escolar explicam parte do cenário.
Houve também forte redução no número de municípios com índice abaixo de 5: eram 4,1 mil em 2005, passaram a 1,1 mil em 2023 e chegaram a 442 em 2025. A esses locais será oferecida assistência técnica individualizada.
O próximo Ideb será em 2027, com novas metas a serem definidas com base no novo Plano Nacional de Educação, com foco em aprendizagem e equidade.












