A deputada federal Antônia Lúcia (MDB-AC), que busca reeleição, recebeu R$ 2,95 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o chamado Fundo Eleitoral. O montante, repassado integralmente pela Direção Nacional do MDB, é o maior entre os nove candidatos do partido que disputam vaga na Câmara dos Deputados pelo Acre — e chama atenção também pelo contexto jurídico que envolve sua candidatura.
O valor recebido por Antônia Lúcia é mais de três vezes superior ao destinado aos demais principais nomes da legenda:
-Antônia Lúcia — R$ 2,95 milhões
-Minoru Kinpara — R$ 833 mil
-Ney Amorim — R$ 804 mil
-4º Leonardo Melo — R$ 793 mil
-5º Vagner Sales — R$ 790 mil
-Pedro Longo — R$ 15 mil (recursos próprios)
-Kel Guimarães, Fábio Araújo e Sirlene Luz — sem recursos registrados até o momento
A diferença em relação ao segundo colocado chega a R$ 2,1 milhões.
Condenação e questionamento de elegibilidade
O montante foi liberado enquanto a candidata enfrenta obstáculos na Justiça. Antônia Lúcia foi condenada por peculato em processo na Justiça Federal — uma condenação anterior por concussão foi absolvida, mas a condenação por peculato foi mantida. Em agosto, o Ministério Público Eleitoral pediu ao TRE-AC o indeferimento de seu registro de candidatura, argumentando que as condenações por peculato e improbidade administrativa a tornariam inelegível. O pedido ainda aguarda julgamento final.
O caso chegou ao STF, que assumiu a ação penal contra a parlamentar por prerrogativa de foro. Enquanto não há decisão definitiva sobre o registro, a candidatura segue em curso e os recursos continuam sendo liberados.












