Cármen, Kassio e Toffoli são “fiéis da balança” em sessão decisiva sobre Alexandre de Moraes no STF

3 Min Read
Cármen, Kassio e Toffoli são

A sessão histórica do Supremo Tribunal Federal marcada para esta terça-feira (15) deverá definir rumos de uma crise que dividiu a Corte em dois blocos — e o desfecho pode depender de três ministros vistos como indecisos: Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli. O julgamento gira em torno de um relatório da Polícia Federal que aponta suposta relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

De um lado, a ala que costuma acompanhar Moraes reúne Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Do outro, o ministro André Mendonça conta com Luiz Fux. O presidente da Corte, Edson Fachin, embora tenha revertido a decisão de Mendonça de afastar o diretor-geral da PF, tem dado sinais de que tende a votar contra Moraes e chegou a sugerir que, se houver investigação, o ministro seja afastado do cargo durante as apurações.

Antes de decidir se abre investigação contra Moraes, o Plenário analisa pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório da PF. A PGR argumenta que Mendonça mandou elaborar o documento sem pedido prévio do Ministério Público, sem provocação da própria corporação e sem submeter a medida ao Plenário. Se a nulidade for acolhida, parte dos ministros entende que o caso pode ser encerrado; outros defendem que mesmo assim os elementos já conhecidos podem subsidiar a decisão sobre nova investigação.

O peso dos três “fiéis da balança”

-Cármen Lúcia: tem trabalhado no voto e destacado a interlocutores sua independência, afirmando não ceder a pressões.
-Kassio Nunes Marques: embora tenha acompanhado Mendonça ao afastar o diretor da PF, tem perfil garantista e seu posicionamento segue incerto.
-Dias Toffoli: pode declarar-se suspeito e se afastar do julgamento, como já fez em outras etapas do Caso Master.

A sessão acontece em meio a dias de intensa disputa entre os ministros pelo acesso às provas e pela condução do processo, com troca de ofícios e decisões conflitantes. O desfecho deve definir não apenas o futuro da investigação, mas também a própria divisão de forças na Suprema Corte.

Propaganda
Compartilhe este artigo