Perpétua Almeida cobra solução para Calçadão do Novo Mercado Velho: “prejuízo imenso e governo continua cobrando impostos”

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Perpétua Almeida cobra solução para Calçadão do Novo Mercado Velho:

O Calçadão do Novo Mercado Velho, um dos marcos comerciais e históricos de Rio Branco, segue fechado por risco estrutural — e sem previsão de reabertura. A paralisação mergulhou comerciantes e permissionários em crise, com lojas fechadas, demissões e perdas diárias. A candidata a deputada federal Perpétua Almeida visitou o local nesta terça-feira (15), ouviu os trabalhadores e cobrou providências urgentes do poder público e dos órgãos de controle.

“Aqui há um prejuízo imenso. Lojas, restaurantes e bares estão fechados. Das mulheres que servem o café da manhã, metade já fechou as portas. Quem resiste amarga prejuízos, mas o governo continua cobrando impostos”, denunciou Perpétua. Ela destacou que a interdição paralisou o fluxo de pessoas, gerou desperdício de mercadorias e endividamento — sem que haja uma ação efetiva de recuperação.

A candidata também levantou questionamentos sobre obras e recursos públicos, citando o desabamento da ponte de Xapuri — com menos de dois anos de uso — e o desaparecimento de R$ 24 milhões em emendas parlamentares destinadas à maternidade de Tarauacá: “O governo precisa dar uma explicação ao povo. Ministérios Públicos Estadual e Federal, é muito importante olhar para o que está acontecendo. São recursos públicos que deveriam garantir serviços à população.”

“Nem precisou ser inaugurado e já caiu”, diz comerciante

Quem trabalha no local há décadas relata o colapso. A permissionária Maria Laurete, com mais de 30 anos de atuação, criticou a qualidade da obra: “Faltando cinco dias para inaugurar, caiu. Nem terminou a obra. E não precisa ser engenheiro para saber que foi uma obra malfeita.”

Para Dona Judite, o cenário é de perda generalizada: “Antigamente, todos tinham funcionários. Pagávamos aluguel, luz, impostos e mantínhamos a equipe. Agora é só prejuízo.” Ela contou que chegou a comprar 10 litros de leite que azedaram sem compradores, ficando em dívida com fornecedores. O fechamento provocou demissões em cadeia e endividamento de famílias que dependem do espaço para sobreviver.

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