O Banco Central anunciou um pacote de alterações no regulamento do Pix que vai ampliar possibilidades de uso, reforçar mecanismos de combate a fraudes e reorganizar a participação de instituições financeiras no sistema. As mudanças trazem prazos definidos e devem impactar diretamente usuários e empresas nos próximos meses.
A partir de 1º de julho de 2027, o Pix Automático poderá ser utilizado também em contas-salário, permitindo pagamentos recorrentes como mensalidades, assinaturas e serviços, com a vantagem de débito programado.
Já em 1º de fevereiro de 2027, entra em vigor a chamada cobrança híbrida: um modelo que reúne, no mesmo documento, o código de barras de boleto e o QR Code do Pix. O formato foi projetado para evitar pagamentos em duplicidade e lançamentos indevidos, com regras que garantem a comunicação entre os dois sistemas de cobrança.
O BC também flexibilizou a exigência de participação no sistema: instituições com mais de 500 mil contas ativas poderão ser dispensadas de integrar a infraestrutura do Pix, desde que o perfil de clientes e o modelo de negócio não justifiquem a operação direta.
Foram atualizados ainda os procedimentos de entrada e saída de participantes do sistema. Destaque para a suspensão imediata de instituições que entrarem em liquidação extrajudicial — a exclusão do Pix passa a valer na hora, sem o prazo de 30 dias concedido antes. A medida visa facilitar o resgate de valores pelos clientes e evitar prejuízos.
Também foram ajustados os prazos para desligamento ordenado de entidades que não comprovarem cumprimento dos requisitos mínimos de capital e patrimônio líquido. Segundo a autoridade monetária, as regras foram desenhadas para tornar o sistema mais seguro, ágil e transparente para toda a base de usuários.












