“Flávio dificilmente controlará direita dos EUA estando fora do Brasil”, avalia cientista político

2 Min Read

A decisão de Flávio Bolsonaro de atuar na política de fora do país enfrenta obstáculos estruturais, segundo o cientista político Leandro Gabiati, diretor da Dominium. Em entrevista, ele destacou que o poder político se constrói com presença física e vínculos de confiança — algo difícil de manter à distância.

“O poder se exerce a partir de vínculos de confiança, e a confiança só se constrói estando fisicamente para apertar uma mão e fechar um acordo. Neste momento, eu duvido que o Flávio tenha essa capacidade.”

Decisão foi negociada em família

Gabiati avalia que a mudança não foi uma escolha isolada: envolveu Jair, Eduardo e possivelmente Carlos Bolsonaro. Para ele, trata-se de um grupo que decide em conjunto, embora nem sempre de forma plenamente racional. Ele traçou um paralelo com a líder venezuelana María Corina Machado, mas ressaltou: “O Brasil está muito longe de ser uma Venezuela.”

Risco para o PL: maior bancada sem líder

O Partido Liberal detém hoje a maior bancada da Câmara, com 121 deputados — superando até mesmo o auge do PFL no governo Fernando Henrique, que tinha 105. Porém, sem uma liderança presente e capaz de coordenar essa base, o risco é que todo esse peso eleitoral não se converta em poder institucional efetivo no Congresso.

Propaganda
Compartilhe este artigo