Duas das maiores empresas de energia do mundo estão investindo em estudos para exploração de petróleo na costa do Amapá. As gigantes americanas ExxonMobil e Chevron iniciaram levantamentos sísmicos na região da Margem Equatorial brasileira, seguindo os passos da Petrobras, que já obteve resultados promissores na área.
A ExxonMobil detém cinco concessões na Bacia da Foz do Amazonas, enquanto a Chevron opera com nove blocos exploratórios. Ambas contrataram empresas especializadas — SLB e Shearwater — para realizar os levantamentos sísmicos, uma técnica que usa ondas sonoras para mapear o subsolo marinho e identificar formações que podem conter petróleo. É uma etapa fundamental e anterior a qualquer perfuração.
Descobertas da Petrobras impulsionam interesse
O movimento das empresas estrangeiras ganhou força após a Petrobras confirmar a existência de um terceiro reservatório de petróleo no poço Morpho, localizado a cerca de 150 quilômetros da costa do Amapá, em mais de 2,8 mil metros de profundidade. As descobertas foram anunciadas entre agosto e outubro deste ano.
Ainda não há estimativas oficiais sobre o volume encontrado nem confirmação de viabilidade comercial. A estatal concluiu a perfuração no local e pretende voltar à região para investigar mais três poços, já com licença do Ibama, para entender a real dimensão das reservas. A sonda que operou no Morpho será transferida agora para a Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, os resultados reforçam o grande potencial da Margem Equatorial.
Mais áreas disponíveis e perspectiva para o Amapá
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deu mais um passo ao aprovar, neste mês, a delimitação de 501 novos blocos exploratórios na Margem Equatorial. A disponibilização dessas áreas para leilão ainda depende de estudos complementares do governo federal.
Para o Amapá, a movimentação abre caminho para investimentos e desenvolvimento econômico. O município de Oiapoque, que já serve como base operacional da Petrobras, deve ganhar ainda mais relevância caso a exploração avance para fases futuras, gerando oportunidades e aquecendo a economia local.












