Acessibilidade na Região Norte: desafios nas calçadas e rampas limitam mobilidade

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Acessibilidade na Região Norte: desafios nas calçadas e rampas limitam mobilidade

Sair de casa para trabalhar, estudar ou simplesmente circular pela cidade ainda representa um grande obstáculo para pessoas com deficiência na Região Norte. A falta de rampas de acesso e calçadas em condições adequadas continua dificultando a rotina e restringindo a autonomia de milhares de pessoas. Dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo IBGE, revelam que apenas 15,2% da população urbana brasileira vivia em vias públicas que contavam com rampas para cadeirantes.

Na Região Norte, os índices ficam bem abaixo dessa média nacional. No Amazonas, por exemplo, o percentual de vias com rampas era de apenas 5,6%, o mais baixo de todo o país. No Acre, a realidade também é preocupante: somente 5,6% dos moradores contavam com calçadas livres de obstáculos, enquanto 10,2% residiam em locais com rampas de acesso e 72% tinham pelo menos alguma calçada ou passeio nas vias próximas de casa.

Os números mostram claramente que ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que todas as pessoas possam circular com segurança e independência, sem barreiras que impeçam o exercício pleno do direito de ir e vir. Investir em calçadas bem construídas, rampas e espaços públicos acessíveis não é apenas uma questão de cumprir a lei, mas de construir cidades verdadeiramente inclusivas para todos.

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