Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Centro de Liderança Pública (CLP), mostram que o Acre registrou 605 ocorrências desse tipo de crime, o que corresponde a 68,4 casos para cada grupo de 100 mil moradores. O índice coloca o estado bem abaixo de líderes como Santa Catarina (917,3) e Distrito Federal (856,2), ficando apenas acima do Amazonas, que tem a menor taxa nacional: 29,2.
O levantamento chama a atenção para o crescimento vertiginoso do estelionato digital em todo o país: enquanto roubos tradicionais recuaram — com queda de 20% em veículos, residências e cargas e de 23% contra pessoas —, os golpes virtuais somaram mais de 2,2 milhões de registros em 2025, ou seja, cerca de 258 crimes por hora.
Um dos principais motivos apontados para a disseminação é a baixa punição: desse total, apenas 63 mil resultaram em ação penal e menos de 5 mil pessoas estavam presas por esse delito até o fim do ano passado. Para especialistas, o combate eficaz depende de união entre polícia, instituições financeiras e empresas de tecnologia, seguindo modelos como o de Singapura, que mantém centros permanentes de acompanhamento de transações suspeitas.
O estudo também alerta que São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará não disponibilizam estatísticas separadas para esse tipo de crime, o que dificulta a criação de uma base nacional uniforme de dados sobre segurança pública.












