Antes do streaming e da internet, ter uma música eletrônica favorita era uma conquista que exigia estratégia: esperava-se a faixa tocar no rádio, apertava-se o botão de gravação e torcia para o locutor não atrapalhar. Foi assim, no início dos anos 1990, que DJ César começou sua trajetória com a dance music em Rio Branco — memórias que viralizaram nas redes sociais como aquecimento para a festa The Night, no dia 14 de novembro, na Maison Borges.
“A gente gravava no rádio, ficava esperando tocar uma boa música eletrônica. Lembro que andava de skate com o gravador e, a qualquer movimento brusco, pulava a música”, relembrou o DJ com nostalgia. A publicação abriu uma verdadeira enxurrada de memórias entre os moradores da capital acreana.
Sem celulares para distrair, a experiência nas boates era toda coletiva. “A boate toda cantava, dançava, gritava. Quem estava fora corria para dentro”, recordou um seguidor. Outros trouxeram à tona nomes que marcaram época, como o programa Big Boom, que embalava as tardes de sábado na rádio FM.
A postagem também revelou que a história da música eletrônica no Acre começou ainda antes, nos anos 1980. Como destacou Samyron, do grupo Cobras Dance, já havia casas e festas icônicas: a Apaxi, na Sobral, além da Black Laser, Phaser, Potenza e Vasco da Gama. Entre os pioneiros, nomes como Frank, Bial, Michel Jackson, Carlinhos Alvorada, Juca Lima, Celso Carvalho e Jean Gonçalves movimentavam a cena entre 1984 e 1990, abrindo caminho para a geração seguinte.
A nostalgia agora ganha forma novamente. No dia 14 de novembro, na Maison Borges, DJ César se junta a DJ Black e à Banda Pandora para uma noite que promete trazer de volta esses sucessos e toda aquela energia que marcou gerações em Rio Branco.












