Acusados pela morte de jogador Thiago Silva enfrentarão júri popular

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A Justiça determinou que mais dois acusados no caso do assassinato do jovem jogador Thiago Oseias Tavares da Silva, de apenas 18 anos, sejam julgados pelo Tribunal do Júri. A decisão foi proferida pelo juiz Fábio Alexandre Costa de Farias, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Rio Branco, e envolve Francivaldo Barrozo de Chaves e Pablo Rodrigo Farias de Sousa. Eles responderão por crimes relacionados à morte do atleta, ocorrida em março de 2024.

Decisão judicial e acusações

O juiz Fábio Alexandre Costa de Farias concluiu, em decisão do dia 9 de julho, que há provas da materialidade do crime e indícios suficientes de participação dos denunciados. Francivaldo Barrozo de Chaves enfrentará acusações de homicídio qualificado por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além de corrupção de menores e promoção de organização criminosa. Pablo Rodrigo Farias de Sousa responderá pelos mesmos crimes, com a adição de constrangimento ilegal.

Desdobramentos e julgamentos anteriores

Com a nova decisão, o total de acusados julgados pelo assassinato de Thiago Oseias chega a cinco. Em abril deste ano, três outros envolvidos—Andrey Borges Melo, Darcifran de Moraes Eduíno Júnior e Kauã Cristoyan Almeida Nascimento—já haviam sido condenados, recebendo penas que somam 77 anos de prisão. As condenações foram mantidas pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre, que considerou a fundamentação da sentença baseada nas provas da fase processual.

O caso e sua repercussão nacional

Thiago Oseias, natural de Pernambuco, havia chegado ao Acre pouco antes de sua morte para competir pelo Santa Cruz-AC na categoria Sub-20. Durante uma festa em Rio Branco, no dia 31 de março de 2024, criminosos invadiram o local à procura de membros de uma facção rival. Ao encontrarem uma foto de Thiago fazendo um gesto em ‘V’, interpretaram como um símbolo de facção rival e o executaram. A tragédia ganhou destaque nacional, sendo mencionada em uma reportagem do jornal O Globo, que discutiu o impacto das facções criminosas e suas interpretações equivocadas que levam a mortes.

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