O Acre está entre os estados brasileiros com crescimento acentuado dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o boletim mais recente do InfoGripe, divulgado nesta sexta-feira (6) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento aponta que o estado registra nível de atividade em faixa de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas analisadas.
A avaliação considera a Semana Epidemiológica 8, de 22 a 28 de fevereiro, e revela que, ao longo das últimas seis semanas, houve aumento dos registros de SRAG na maioria das unidades federativas. Além do Acre, dez estados apresentam cenário preocupante: Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.
No Acre, o aumento dos casos está principalmente ligado ao vírus sincicial respiratório (VSR), que afeta crianças de até dois anos de idade. O patógeno é um dos principais causadores de infecções respiratórias graves em bebês e tem provocado aumento nas internações pediátricas no estado.
A capital Rio Branco destaca-se no levantamento entre as cidades com maior circulação da doença, fazendo parte do grupo de 12 capitais brasileiras com nível de alerta ou risco para SRAG – junto a Manaus, Belém, Brasília e Fortaleza, entre outras.
No Brasil como um todo, foram notificados 14.370 casos de SRAG em 2026. Destes, 5.029 tiveram resultado positivo para vírus respiratórios, 6.193 foram descartados e 2.073 ainda aguardam análise laboratorial. Nas quatro semanas mais recentes, o rinovírus lidera os registros, responsável por 45,4% das infecções confirmadas.
O boletim também aponta que a incidência da síndrome é maior entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade concentra-se na população idosa. Entre os óbitos associados à SRAG, o Sars-CoV-2 é o vírus mais frequente, seguido pela influenza A.












