O Acre se prepara para enfrentar um cenário climático desafiador nos próximos anos. Segundo projeções do Painel El Niño 2026-2027, divulgado no final de junho, o estado poderá vivenciar temperaturas acima da média, com redução das chuvas e um aumento significativo no risco de queimadas. Este panorama é resultado da evolução do fenômeno El Niño, que já apresenta sinais de fortalecimento.
Previsões preocupantes para o Acre
Para a Região Norte, onde se situa o Acre, o trimestre de julho a setembro está previsto para ser mais quente e seco do que o habitual. O relatório destaca que a combinação de calor intenso e chuvas escassas pode aumentar a evaporação, reduzir a umidade do solo e ampliar o risco de deficiência hídrica, afetando a agricultura e as pastagens locais.
Queimadas e impactos ambientais
O documento também alerta para o potencial aumento dos focos de calor no Acre e em outros estados da região Amazônica. Entre julho e setembro, a pressão para incêndios florestais deve aumentar, especialmente no sul da Amazônia. No entanto, especialistas frisam que as previsões indicam tendências e não garantem a ocorrência de eventos extremos.
Preparativos e recomendações
Com a confirmação do El Niño, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil recomenda que estados e municípios revisem seus planos de contingência, fortaleçam sistemas de monitoramento e ampliem a cooperação entre órgãos de Defesa Civil e outras entidades. A população deve acompanhar os avisos oficiais e manter seus cadastros atualizados para receber alertas.










