No quinto programa eleitoral de sua campanha ao governo do Acre, transmitido nesta segunda-feira, feriado da Independência, Alan Rick (Republicanos) traçou um paralelo entre a data cívica e a trajetória histórica do estado, propondo uma nova leitura do conceito de soberania aplicada ao desenvolvimento social e à ética na administração pública.
O candidato abriu a transmissão destacando que a luta pela autonomia não se encerrou no passado, mas exige renovação constante. A campanha ouviu moradores para traduzir o significado de independência no dia a dia: para uma jovem entrevistada, trata-se de poder estudar, trabalhar e construir a própria vida sem precisar deixar o estado; para uma mãe, representa a esperança de que os filhos não precisem migrar para outros estados em busca de oportunidades. A partir desses relatos, Alan apresentou como metas a ampliação do ensino profissionalizante, estímulo ao empreendedorismo e políticas de primeiro emprego voltadas à permanência dos jovens acreanos em seu território.
No capítulo de gestão pública, o senador defendeu que a verdadeira autonomia também significa romper com práticas danosas ao erário. Prometeu reestruturar e dar condições de funcionamento à Delegacia de Combate à Corrupção, que classifica como desativada pela administração atual, e criticou a existência de perseguição política no ambiente institucional.
Ao final, ampliou o debate para o campo institucional nacional, questionando a igualdade de tratamento no Judiciário. “O mesmo rigor cobrado de Bolsonaro e de tantos cidadãos deve ser aplicado também a um ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou, defendendo que as regras valham igualmente para todos os cidadãos, independentemente de cargo ou influência. Encerrou invocando os símbolos do estado e do país: “Um Acre livre, onde caibam todos, com dignidade, trabalho e esperança — esse é o nosso grito de independência”.












