No primeiro grande debate televisionado da campanha ao Governo do Acre, transmitido pela TV Rio Branco na terça-feira (25), Tião Bocalom (PSDB) adotou uma estratégia clara: evitou trocar farpas e centrou suas intervenções em propostas, experiência administrativa e princípios de gestão. A participação girou em torno de seis eixos centrais: responsabilidade fiscal, integridade pública, geração de emprego, saúde descentralizada, parceria com os municípios e fortalecimento da produção rural.
Responsabilidade fiscal: “O Estado precisa de choque de gestão”
Bocalom defendeu que o problema não é apenas o tamanho do orçamento, mas a qualidade do gasto. Citou sua experiência à frente da Prefeitura de Rio Branco, onde manteve salários em dia, honrou compromissos e gerou margem para investimentos sem aumentar impostos.
“Cortando despesas desnecessárias e governando com austeridade, o orçamento alcança quem realmente precisa dos serviços básicos.”
Integridade: “Corrupto comigo é fora”
Estabeleceu tolerância zero com desvios de recursos. Qualquer indício de irregularidade será encaminhado imediatamente à Polícia Civil, PF e Ministério Público.
“Não tolero desvio de um único centavo da população. O recurso do Acre é para construir hospital, recuperar ramal e gerar oportunidade.”
Emprego: sem números artificiais, com Invest Acre
Rejeitou promessas de vagas por decreto. Apresentou o Invest Acre, estrutura destinada a atrair investimentos, desburocratizar e oferecer segurança jurídica para que o setor privado gere empregos sólidos.
“Emprego nasce do apoio ao agronegócio, à agricultura familiar, à pecuária e aos pequenos comerciantes.”
Saúde: descentralizar para não transferir
Criticou a obrigatoriedade de pacientes do interior viajarem até a capital para atendimento básico. Defendeu o fortalecimento dos hospitais regionais com médicos e insumos, resolvendo casos locais e desafogando Rio Branco.
Parceria com os 22 prefeitos — independente de partido
“Palanque e disputa partidária se encerram na apuração das urnas.” Defendeu diálogo igualitário com todos os prefeitos, independentemente de legenda, para definir prioridades de cada município.
Produção rural: ramal é política econômica
A manutenção de ramais durante todo o ano é tratada como condição essencial para o escoamento da produção. Sem trafegabilidade, não há como fortalecer agricultura e pecuária no interior.
Tom definido para a campanha
Bocalom respondeu quando provocado, mas sempre redirecionou a discussão para realizações e projetos. O sinal dado ao eleitorado é claro: prefere disputar o terreno da gestão a gastar tempo em ataques pessoais. Com a aproximação da eleição, a estratégia sinaliza um foco em propostas concretas e no que considera ser a verdadeira discussão da campanha: como governar o Acre.












