A expressão “corar frade de pedra”, usada duas vezes pelo ministro Gilmar Mendes em momentos marcantes de julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF), significa sentir muita vergonha diante de uma situação considerada absurda ou constrangedora.
O termo voltou a ser empregado por Gilmar nesta terça-feira (15), durante a sessão que analisa a abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Ao criticar o que classificou como um “viés político-eleitoral” na condução do caso Master e defender que o Supremo fique separado da disputa eleitoral, o decano afirmou:
“É de uma desfaçatez de corar frade de pedra. De corar frade de pedra! Em nome de Deus. Como em nome de Deus já se fez muita patifaria.”
A frase não é nova no vocabulário do ministro. Gilmar já havia recorrido à mesma expressão em março de 2021, durante o julgamento da suspeição do então juiz Sergio Moro.
Naquele julgamento, o ministro criticava os métodos da Operação Lava Jato e fazia referência à 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, então comandada pelo juiz Marcelo Bretas. “A tal 7ª Vara do Rio de Janeiro, não sei por que o escândalo ainda não veio à tona, mas o que se fala em torno dessa Vara também é de corar frade de pedra”, disse, à época.
O que significa ‘corar frade de pedra’?
A expressão vem da imagem de um “frade de pedra”, uma espécie de marco ou bloco de pedra, geralmente colocado no chão para impedir a passagem ou o estacionamento de veículos. Por ser feito de pedra, ele não poderia literalmente corar — isto é, ficar vermelho de vergonha.
Assim, dizer que algo é capaz de “corar frade de pedra” é uma maneira figurada de afirmar que determinada situação é tão vergonhosa, constrangedora ou escandalosa que faria até uma figura de pedra sentir vergonha.












